23 de agosto de 2011

Em Puerto Lopez

Sai de manhã do hostel e peguei um taxi para chegar no terminal de bus. Perguntei para  taxista qual era a empresa mais segura para se chegar a Guayaquil...

[Quanto mais se viaja pelo Equador, menos se quer passar por Guayaquil. A última que eu tinha ouvido era de uma senhora de Quito que dizia que queria passar a vida sem colocar os pés em Quayaquil. Todo mundo tem uma história ruim para contar da cidade, roubos, assaltos e assassinatos, é impressionante. Pensei que tudo que eu precisava era chegar viva e sem assaltos. Sim, há também histórias de ônibus que são assaltados quando vão para Guayaquil ou quando saem da cidade...]

Enfim o taxista me disse que tinha uma empresa que levava as pessoas de Van de Cuenca a Quayaquil, direto, pelo caminho mais curto, ninguém entra, ninguém sai antes de chegar na cidade. Perfeito! Paguei mais e não me arrependo. Fui em uma van, totalmente confortável e segura e a viagem demorou uma hora a menos do que a de bus comum, que vai parando o tempo inteiro (em geral todos os ônibus do Equador são pinga-pinga).

Cheguei em Guayaquil viva e, na estação de bus (que é tbm um shopping) comprei minha passagem para Puerto Lopez.

A viagem foi bem tranquila!!! Demorada, com miles de pessoas entrando e saindo (como de costume) mas tudo certo. Sem ameaças.

Em Puerto Lopez vim direto para meu hostel, que é bem bonzinho. Tenho um quarto só meu, com banheiro, só meu, com água quente, TV a CABO no quarto!!! Ainda me deram toalha, cobertor e sabonetinhos!!! Que luxo! E tem internet free (que não funciona muito bem no meu quarto, mas ok).

Depois de instalada saí para caminhar, fazer umas compras no super e o mais importante reservar meu passeio para amanhã.

Amanhã vai ser: passeio de barco para ver as baleias, parada na Isla de la Plata (a tal Galápagos dos Pobres) para ver animais e aves e encerrando o dia com um mergulho. O dia promete!

Puerto Lopez

22 de agosto de 2011

Passeio a Ingapirca

O tour para conhecer a as Ruínas de Ingapirca saía às 8h15 da matina. No horário combinado estava eu no local onde o o guia deveria passar com a Van para me pegar. Eramos 8 pessoas, uma família de Quito, um casal de Italianos e eu (foi uma misturança de espanhol e italiano que eu já nem sabia mais que língua falava. Começava a frase em espanhol e terminava em italiano, uma confusão generalizada na qual todos se entendiam)

O roteiro era o seguinte: Sair de Cuenca, passar por Azogues, fazer uma parada em Biblián para conhecer Santuário da Virgem de Rocío, outra parada em Cañar para conhecer o mercado e depois seguir para o Sitio Arqueológico de Ingapirca.

No início do dia estava meio nublado e passamos quase reto por azogues, com uma rápida parada para mirar a belíssima igreja da cidade. Mas como estava meio choviscando e distante não tive ganas de tirar uma foto. Fiquei sem esse registro.

De aí fomos para Biblián, que é um cidadezinha pequena que possui, no alto de um morro, o Belíssimo Santuário a Virgen del Rocío. O lugar é único porque além de parecer algum castelo medieval da Europa, as suas paredes são a própria rocha do local onde ele foi construído. Esse santuário foi construído em homenagem à Virgem de Rocío que segundo a população fez chover depois de um longuíssimo período de seca (eu achava que esse negócio de chuva era com São Pedro, mas parece que ele não é o único... ou a Rocío mantém um bom relacionamento com o São Pedro... ela intercedeu pela população e ficou com os créditos e com o belíssimo santuário). 

Um fato interessante: a região onde está Azogues, Biblián, Cuenca, entre outras cidades, é uma das partes mais ricas do Equador. Motivo? Há outros, mas um deles é em função da emigração para os EUA. As pessoas desta região tradicionalmente vão ganhar a vida nos EUA. Um exemplo disso, segundo disse nosso guia é que no 11 de setembro morreram cerca de 10 pessoas só da pequena Biblián. Todos emigrantes que estavam vivendo lá, fazendo dinheiro e enviando para cá.
Ah, e tem mais... Na cidade, há mansões fora do padrão Equatoriano que são reflexo dos emigrantes que vivem fora. As casas são construídas com o dinheiro que é enviado para o Equador, mas segundo a tradição só podem ser habitadas quando o emigrante voltar, nem a família que está no Equador pode morar na casa. Por isso há mansões vazias se deteriorando enquanto as famílias seguem morando em casas simples. Não é uma, nem duas... São montes de mega casas vazias, esperando os donos regressarem.

A parada seguinte era no mega-bagunçado\sujo\totalmente-equatoriano Mercado da Cidade de Cañar. Se vende de tudo panela, sapato, agulhas, controles remotos, papel higiênico, tudo... e frutas... muitas frutas! Algumas bem diferentes. Em uma outra parte da cidade também tem um mercado de animais. Os bichinhos ficam ali esperando para serem comprados e devorados. E triste saber que o fim deles está tão próximo e eles nem imaginam... Patos, galinhas, coelhos e cuy (porquinhos da índia, que são um prato típico de vários países da América do Sul). Caminhamos por todo mercado e seguimos caminho para nosso objetivo principal: as Ruínas!

Chegamos em Ingapirca pelas 12h. Foi ótimo que tínhamos nosso próprio guia e éramos apenas 8 pessoas. Quem não vai com guia tem que ficar esperando o horário dos tours guiados, que são com umas 20 pessoas! Muito ruim. Nosso pequeno grupo foi ótimo, até porque o guia era realmente bom, sabia do que estava falando.

Bom... mas antes de entrar mais a fundo é preciso contar resumidamente uma história:

Era uma vez um império Inca enorme, mas eles não estavam contentes. Queriam mais território (algo pouco criativo que vem se repetindo constantemente na história da humanidade). O território que eles queriam pertencia a um outro povo: os Cañaris, que era um sociedade matriarcal que tinha uma rainha e eram grandes guerreiros e conhecedores da astronomia. Assim que um dia em foi travada uma grande guerra no qual os Canãris venceram e os Incas perderam. Mas os Cañaris eram um povo menor que sofreu grandes perdas durante a guerra e ao saberem que os Incas provocariam outra batalha com mais reforços vindos de Cuzco a rainha Cañar propôs um acordo e não houve guerra. Nesta ocasião foi construída Ingapirca, na época o mais importante tempo de adoração ao sol no norte do Império Inca. Junto ao templo havia um povoado onde Cañaris conviviam com os Incas, cada um mantendo suas próprias tradições. Os Cañari adoravam a Lua (com seu ciclo de 28 dias, assim como o ciclo das mulheres) e os Incas o Sol. Mas essa convivência pacífica durou apenas alguns anos. Isso é o resumo do resumo da história.

Enfim... As ruínas de Ingapirca são o mais importante vestígio do império Inca no Equador. O que existe hoje para ser visitado é bem impressionante (claro, não comparando com Machu Picchu). Se imagina que há muito mais para ser escavado na região, só há um problema: não há dinheiro para financiar as escavações. Para se ter uma ideia, as ruínas estão protegidas e abertas ao público a cerca de 15 anos. Antes disso os habitantes do local, ignorando a origem das construções, usavam as pedras (muitas trazidas de cuzco, não se sabe como) para construir suas próprias casas.

Detalhes sobre o sitio arqueológico podem ser vistos direto no álbum onde cada foto tem sua legenda explicativa. A visita às ruínas é repleta de informações sobre história e cultura. Muito interessante e além das expectativas.

Ao final o almoço em um restaurante da região foi outro ponto alto, limpo e organizado, me senti na argentina. E cheguei à seguinte conclusão: Truta é o peixe que eu mais gosto mesmo! Não há mais dúvidas!

Depois de comer além daquilo que meu corpinho está acostumado (é feio comer só a metade nessas ocasiões) voltei me sentindo uma bola estufada dentro da van.  O tour chegou em Cuenca de tardezinha. Saí para caminhar um pouco mas estava tudo tão, tão deserto (domingo fim de dia) que fiquei meio apreensiva. Comprei um sorvete e vim para o hostal organizar tudo para fazer o check-out amanhã bem cedo. 

Próximo destino? Sol, mar e areia... Amanhã estarei em Puerto Lopez!

Abaixo segue só algumas das mais de 70 fotos que estão no álbum:


Fotinhos:
 Santuário da Virgem del Rocio, em Biblián

No Santuário da Virgem del Rocio

Mercado de Cañar 
Cuy vivo para venda no Mercado de Cañar

Cultura Cañar no Sítio Arqueológico de Ingapirca

Cultura Inca no Sítio Arqueológico de Ingapirca

Sentada no trono Inca

Pedras Incas trazidas de Cuzco

Visão do templo Inca

20 de agosto de 2011

Conhecendo Cuenca

Hoje o objetivo era conhecer Cuenca.

Cuenca é a 3 maior cidade o Equador, com cerca de 350.000 habitantes. É bonita, rica e limpa! Muito diferente da maioria das cidades Equatorianas.
Cuenca foi fundada em 1557 e preserva no principalmente no centro histórico a arquitetura colonial. Em vários momentos eu poderia tranquilamente tirar uma foto e dizer que é um lugar na Espanha. As características estão realmente preservadas.
Na verdade seu valor histórico é tal que foi tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Enfim... acordei e tratei de resolver algumas coisas práticas como levar as roupas em uma lavanderia e reservar o passeio de Ingapirca para domingo. Tudo resolvido fui caminhar pela cidade.

A primeira parada foi o Parque Calderón, que na verdade é a praça central da cidade, onde fica o governo, as catedrais e outros prédios importantes. Sim, Cuenca tem duas catedrais a velha (de 1.767), e a nova (de 1.880). Essas são apenas 2 das mais de 40 igrejas que a cidade possui. Na parte central da cidade tem mais ou menos uma igreja a cada 2 ou 3 quadras.

Na minha caminhada descobri que Cuenca tem um desses ônibus turísticos de 2 andares. Achei uma ótima ideia para conhecer um pouco além do centro e para saber um pouco mais sobre as cidade e os prédios. Só "olhar" às vezes é pouco. O ônibus também levava para uma parte alta da cidade mais afastada do centro, de onde se poderia ter uma vista geral da cidade (sempre gosto disso).

Depois de ter caminhado por praticamente toda parte central da cidade e tirado um montão de fotos, fui almoçar e depois fui para a praça central fazer hora para o horário do bus (que saía às 3h). Essa praça é super bonita, limpa e segura. Cheia de turistas (equatorianos e extrangeiros) caminhando tranquilamente, brincando com as crianças, tomando sorvete, tirando fotos, filmando. Super tranquilo. 

No coreto da praça estava tendo umas músicas de um evento que um partido político tinha organizado para alguma coisa que não entendi muito bem o que era. Ía ter alguma votação e estavam recolhendo assinaturas, me parece. E a maneira de ele chamarem a atenção era com música. Eu estava sentada num banco, na sombra, vendo o movimento e ouvindo as músicas à distância. Mas quando ele anunciou que ía ter umas danças fui lá para ver mais de perto. Foi muito bonito, com roupas coloridas, como já era de se esperar.

Logo já estava na hora de pegar o Bus Turístico. O passeio de 1h45, por acessíveis U$5, foi bem além das expectativas. Super bom, com explicações sobre os prédios, sobre a história, a geografia e a cultura da cidade, bem o que eu queria... Valeu! E nem o Guia da LP, nem o do O Viajante tinham esse passeio...

Aqui abaixo coloquei algumas poucas fotos, mas quem ficar interessado em ver mais de Cuenca, tem 75 fotos nos álbum: https://picasaweb.google.com/luizac.rs/20DeAgostoCuenca

Fotinhos:
Parque Calderón e sua famosa Catedral

Detalhes da Arquitetura Colonial

Caminhando por Cuenca

Catedral Nova
Detalhes da Catedral Nova

Danças tipicas no Parque Calderón

Ótimo passeio no Bus Turístico

Vista da cidade do Mirante Turi

Em Cuenca

Como ainda estava com as pernas um pouco doloridas (da subida do Quilotoa), resolvi reorganizar o itinerário e partir logo para Cuenca e fazer o passeio ao Cotopaxi na volta para Quito, no final da viagem.

Então, depois de 9h viajando de Latacunga até Cuenca... finalmente cheguei.

Eu sabia que a viagem seria longa, mas não imaginei que seria tão bonita!
Começamos com um belíssimo dia de sol e vulcões formando a paisagem dos dois lados da rodovia
Passamos por muitas pequenas vilas onde se via os índios trabalhando nas plantações próximas à estradas...
O tempo começou a fechar, e as nuvens, muito baixas, começaram a cruzar o caminho e a trazer junto uma chuva fina.
Ovelhas, vacas, cabras, cavalos e índios com roupas multicoloridas caminhavam pelo acostamento da estrada.
No final do dia o sol brilhou no horizonte entrando por debaixo das nuvens negras fazendo a grama molhada brilhar e formando um belíssimo arco-íris.
Cheguei em Cuenca de noite já, peguei um taxi e vim para um hostel onde estou em um quarto compartilhado, no qual sou a unica pessoa!

Pena que não tirei fotos durante o dia.
Não tirei porque sei que essas fotos dentro do ônibus em movimento nunca ficam muito boas...

Amanhã o objetivo é conhecer Cuenca, que é uma das 4 maiores cidades do Equador.

No fotinhos hoy.

19 de agosto de 2011

Mercado de Saquisili

Referente a 18 de Agosto

Todas as quintas feiras acontece um mercado muito tradicional em uma cidadezinha aqui perto chamada Saquisilí. Como tínhamos o dia livre fomos eu e a Sarah para conhecer o mercado. Era interesante, mas nada muito diferente do que já tínhamos visto em Otavalo (ambas inhamos estado lá).

Além da feira de artesanatos, havia também uuma feira de comidas (um horror!) onde inclusive se vendia animais vivos (galinhas e patos).

Minha ideia era nao gastar dinheiro, mas encontrei umas coisas ótimas e acabei fazendo umas comprinhas para mim e também alguns recuerdos para algumas pessoas. :)

Ficamos pouco tempo na feira, demos uma olhada geral e antes de voltarmos para Latacunga ouvimos uma música e fomos atrás ver o que era. A prefeitura estava organizando um evento com uma feira com artesanatos locais e apresentaçoes de danças típicas. Ficamos lá para observar.
Foi líndissimo! Vimos uma dança do povo de Otavalo e outra do de Saquisili mesmo. Valeu mais que o passeio para o mercado!!! As roupas todas coloridad sao impressionantes.

Depois voltamos para o hostel. Passei o resto do dia bem relax pelo hostel e reorganizando a viagem.

De noite sai para jantar com a Sarah e mais dois Austríacos. A Bridget (austríaca) já tinha estado em Puerto Lopez, para onde vou depois de Cuenca e me deu várias dicas quentes. Ótimo!

Amanha, rumo a Cuenca. Mudei o plano de ir primeiro para as praias por que a Bridget me disse que nos finais de semana Puerto Lopez fica entopida de turistas (lembrando que aqui agora as crianças estao em férias escolares),e daí tem filas para tudo... enfim, melhor chegar lá na segunda feira.

Fotinhos:

Essa parte de artesanías é muito parecida com o Mercado e Otavalo

Sarah, comprando...

Que tal im pinto ou uma galinha?

Indígenas preparando nao-sei-o-que na rua....

Também tem essa parte de ropuas, sapatos e qualquer outa coisa usada...

Danzantes de Otavalo

Danzantes de Saquisilí

Danzantes de Saquisilí

Danzantes de Saquisilí
Danzantes de Saquisilí
Aqui mais fotinhos: https://picasaweb.google.com/luizac.rs/18DeAgostoSaquisili

17 de agosto de 2011

Laguna Quilotoa

Na minha cama maravilhosa, no meu quarto compartilhado onde ninguém roncava, dormi muito bem fora o fato de que às 6h da matina meu relógio biológico me acordou e me mandou ir tirar uma todo do Cotopaxi ao amanhecer. Algo me dizia que não estaria encoberto. Fui lá no terraço, tirei várias fotos e voltei para a cama. O tour para a Laguna Quilotoa saía às 8h30, mas às 7h todos já estavam acordados tomando café.

O grupinho para o passeio era só de hóspedes da hostel, assim que dois deles eu já conhecia (eram do meu quarto). Éramos 4 italianos (uma família, pai, mãe e dois filhos), o Paul (americano) e a Sara (Australiana) e eu. Passei o dia falando espanhol misturado com inglês e fazendo as vezes de tradutora do Paul e da Sara.

A estrada que leva à laguna é muito sinuosa, mas com umas paisagens divinas. E fomos premiados com uma manhã com poucas nuvens, deu para tirar umas fotos do Cotopaxi, dos Ilinizas (outro vulcão, com dois cumes: norte e sul) e até deu para ver de longe o Tungurahua que tinha ficado escondido durante a minha estada em Baños.

No caminho passamos por uma “chonca“ (não sei se é assim que se escreve) que é a casa onde os indígenas (alguns) ainda moram (tipo uma oca). Passamos também pela Cusco Equatoriana, que na verdade é uma montanha com o formato muito parecido do de cusco, e também por um artesanato onde os índios fazem pinturas, não comprei nada, quer dizer comprei um postal.

Seguimos e a para seguinte já às 11h era a beira da Quilotoa. Então fomos fazer o que tínhamos vindo fazer descer até a laguna. A vista do lugar é impressionante! Não vou descrever... olhem as fotos logo abaixo. A descida é bem fácil até o que atrapalha é que a trilha é feita pela areia e tem muito vento no lugar. O que faz com que seja indispensável óculos para proteger os olhos e muita fome de areia... por que não há como evitar. É necessário comer areia para chegar até lá embaixo. O cabelo também, vai ficando que é uma maravilha de tanta areia, o meu parecia mais como uma palha mesmo. E em baños eu tinha comprado uma fita para colocar no cabelo para proteger a cabeça do sol. Isso foi minha salvação para os cabelos mais curtos.

Na descida, desviamos um pouco nossa rota do caminho principal para observar umas fontes de gás natural que saem de um veio de uma rocha e também da água. Depois chegamos lá em baixo. Parada para descanso e para deleite dos olhos para com a paisagem.

Bueno... a volta ainda nos esperava. Morro acima e a 4.000 m.a.n.m. nenhum santo ajuda! O casal de italianos alugou lá em baixo uns cavalos que carregam as pessoas para cima, mas eu, quis ir com meus próprios pés: “eu desço, eu subo!” Bem ingênua era eu! A cada 20m me faltava ar! Só que eu tinha que subir 300m em um percurso de cerca de 1km. Se tivesse sido na altura do nível do mar já teria sido meio duro, mas o que me matou mesmo foi a altitude. Eu precisava de muito mais ar do que a quantidade que me estava sendo oferecida no momento.

Enfim... não há o que fazer, só subir. Fiquei para trás de todos um dos guias foi comigo, no meu ritmo. Pode-se dizer que deve ter sido o maior esforço que já fiz... mas depois de 1h30  estávamos de volta ao topo!!! Affff.....nem acreditei! Fui e voltei com meus dos pezinhos!

Quando cheguei lá em cima, nem acreditei. Todo grupo já estava lá em cima, começando a comer o almoço, que nos estava esperando em um restaurante na borda da cratera, na parte de cima.

Depois de toda essa loucura de hoje o plano para amanhã era subir o Cotopaxi. O guia falou que a dificuldade é mais ou menos a mesma. Só que é mais alto ainda e a caminhada é um pouco mais curta. A ver... Mas como amanhã náo vai ter tour para lá, vou ir a uma cidade aqui próxima e vou para o Cotopaxi na sexta, daí já vou estar mais descansada... Enfim, se eu achar que não dá para chegar até a geleira, espero o grupo no refúgio. Eu não vim até aqui para não colocar os pés no Cotopaxi, isso é certo.

Enfim... se eu quisesse conforto tinha ficado em casa, deitada na minha caminha maravilhosa em Porto Alegre...

Fotinhos:
Como são muitas fotos maravilhosas vou colocar aqui só algumas para o blog não fica muito pesado. O resto pode ser visto direto no álbum de fotos em: https://picasaweb.google.com/luizac.rs/17DeAgostoDe2011
Cotopaxi, ao amanhecer 
"Chonca", onde alguns índios ainda vivem

Machu Picchu dos Equatorianos... tá, é meio forçado, eu sei.

Oficina dos pintores locais

Laguna Quilotoa! Vista de cima...

Metade do caminho para a Laguna

Gás saindo da fenda na rocha

Visao geral da base da laguna

Yes, eu cheguei lá com meus dois pezinhos.

Termas e rumo a Latacunga

Referente a 16 de Agosto
Hoje de manhã acordei e fui para as termas. Quando cheguei lá (na verdade é praticamente do lado do hotel) adivinhem: lotado!
Bom, mas dessa vez resolvi ficar de qualquer jeito. Eram três piscinas, uma fria (vazia), uma grande e morna (super cheia) e a terceira era pelando e meio vazia também.

Fui de cara para essa mais quente de todas, a 42ºC, que tinha só umas pessoas mais idosas sentadas na borda. A quentura era quase insuportável. E não é daquele tipo que se vai acostumando. Quando mais tempo se fica mais dói. Dói mesmo. Daí fiquei observando ao redor. Os pais vinham trazer as crianças para essa piscina e elas não aguentavam colocar nem o pezinho enquanto as pessoas mais velhas entravam mais tranquilamente. Parece até que existe uma resistência ao calor proporcionalmente relacionada à idade da pessoa. Quanto mais velho mais suporta a água quente. Será mesmo???

Eu por muito tempo fiquei sentada na borda só com os pés e as pernas na água. Mas observando as pessoas e ouvindo a conversas dos outros logo descobri que a maioria das pessoas que estava ali na mais quente estavam fazendo alguma espécie de tratamento. E todas tinham que fazer um mesmo procedimento que era ficar um tempo x na água quente (essa de 42ºC) e depois tinham que ir para um chuveiro geladíssimo da água que vinha direto da cachoeira que tem ali do lado. Elas comentavam que depois da água gelara ficava mais fácil entrar na quente. O negócio era ficar abrindo e fechando os poros.
Algumas tinham que ir na piscina todos os dias por um numero x de tempo para “completar o tratamento”. E tinha umas pessoas que pareciam ter uns 100 anos lá. Pessoas que mal conseguiam andar sozinhas ficavam indo da água quente para a fria com a ajuda de filhos e netos. Muy interessante.

Fiquei uma meia hora observando as pessoas irem da água quente para a fria, antes de ter coragem de fazer eu mesma. Mas fui! Entrei até os ombros na água quente, fiquei dois minutos e saí direto para o chuveiro gelado!!! E voltei correndo para a água quente. Repeti o processo três vezes. Até tirei foto porque achei que não acreditariam que fiz isso. Tá, na verdade tirei foto porque eu mesma não acreditaria que fiz isso se não houvesse um registro.

Quando estava perto das 11h fui embora, porque precisava arrumas a mochila e fazer o check-out. Decidi inclusive não tomar banho de pois do banho nas termas para que os tais minerais que tudo curam ficassem pela minha pele.

Feita a mochila, fui até a estação e peguei um bus para Latacunga, meu próximo destino.
Latacunga é a cidade base para dois passeios principais, conhecer a Laguna Quilotoa (no extinto vulcão de mesmo nome) e para ir ao Vulcão Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do Equador. Ele é um dos cartões postais do país. Muitas pessoas vem ao Equador só para subir até o cume. Não é necessária grande experiência para chegar lá, só o que precisa é: dinheiro (U$170), estar aclimatado, ter bom preparo físico e ter sorte para que faça bomtempo. Desta vez o que vai me impedir de subir é o preparo físico e a grana. U$170 equivalem para mim a uns 4 dias de viagem. Mas de qualquer forma vou até lá. Até o início da geleira!

Enfim... cheguei e vim direto para o Hostel  Tiana para fazer o check-in e largar as coisas e sair para conhecer a cidade. Esse hostel é ótimo, super bem localizado, todo arrumadinho, limpinho, decoradinho, com cozinha, espaço comum para os hóspedes, vários banheiros (com águe quente) e um terraço com vista para o Cotopaxi!

Para amanhã já reservei o tour para a Laguna Quilotoa. Dá para ir sozinho e fazer por conta e sai mais barato (é claro). Mas gostei muito do roteirinho do tour que vai me permitir conhecer outros lugares que sozinha não daria. Pelo custo benefício, vai acho que esse tour vale a pena. Parece que iremos eu , 4 italianos e 1 inglês. Um grupinho pequeno, o que é bom tbm. Quinta feira daí vou agendar para ir ao Cotopaxi. Agora é rezar que São Pedro tire as nuvens do meu caminho!

Fotinhos:
Visao geral das termas

Na água a 42ºC

De baixo da água fria

Visai geral com a cascata da virgem

Em Latacunga... o Cotopaxi escondido!

Igreja da cidade e artesanias


Mais fotinhos: https://picasaweb.google.com/luizac.rs/16DeAgostoBanos

15 de agosto de 2011

Passeio a Cavalo em Baños

Hoje o dia amanheceu totalmente nublado e com vento forte e friozinho. Fiquei preguiçosamente na cama até quase às 10h da manhã, só vendo as nuvens passarem encobrindo a paisagem que tinha da minha cama. Meu plano era se o dia melhorasse muito fazer rafting, se o dia melhorasse um pouco fazer uma cavalgada pela região e dependendo das nuvens ver o Tungurahua.

O tempo não melhorou quase nada, mas como não queria perder o dia "fazendo nada" fui na agencia de qualquer forma reservar um passeio a cavalo que durava 3h.
Eu já tinha andado de cavalo 1 vez antes (em um acamps lá em São José dos Ausentes) há uns 10 anos isso.
Eu fiquei um pouco ansiosa no inicio, mas quando percebi que meu cavalo era MUITO obediente fiquei mais tranquila.

O passeio foi bem legal, era só eu e meus dois "guias" um guri de 14 anos e outro que deveria ter uns 8.
O cenário é sempre muito bonito. Passamos por uma fonte de água mineral natural... isso, uma vertente natural de água com bolinha. Eu provei e tinha o mesmo gosto ruim destas industrializadas.

Depois chegamos no lugar de onde deveríamos ver o vulcão isso, se não estivesse super nublado para aquelas bandas. Nada de vulcão!!! É inacreditável que vim até Baños e não vou ver o Tungurahua!!! Eu tinha planejado fazer um tour noturno em Chiva que leva até um ponto de onde se poderia ver o vulcão em atividade de noite, mas me disseram que há uns 6 meses que o vulcão não solta nada, está quietinho demais. Que saco! Não dá para apertar o interruptor e simplesmente "ligar" o vulcão??? Já vi que minha próxima viagem vai ter que ser para a Costa Rica, onde os vulcões estão mesmo ligados!

Enfim, o passeio foi bonito e agradável mas a verdade inevitável é que minha bunda e minhas coxas estão super doloridas. Eu já sabia que isso ía acontecer, não tinha como evitar. Espero que passe logo!
Da próxima vez, só se tiver pelego na sela. Ah... e aquele negócio onde a gente coloca o pé (não lembro o nome) também ficava me machucando na canela o tempo inteiro!!! Estou com um roxão em cada canela.

Depois que cheguei do passeio fui conhecer a basílica da cidade que até então eu só tinha visto por fora. É lindíssima por dentro! Nas paredes há pinturas dos milagres concedidos pela Nossa Senhora da Água Santa, que é a que protege a região e as pessoas aqui são super devotas dessa virgem. Fiz igual a todo mundo, me comprei uma vela verde e fiz um pedido para a Santa. Algo muito simples: "Que tudo ocorra bem até o final da viagem". Minha vela ficou lá queimando. Tomara que a Santa tenha ouvido.

A ideia depois era ir para as Termas de Baños, são as termas com efeitos medicinais que deram o nome à cidade. Mas quando cheguei estava praticamente lotado!!! Eu nem cabia nas piscinas. Enfim... como um dos meus objetivos aqui no Equador é ir às termas, deixei isso para amanhã de manhã (aqui no guia da LP diz que de manhã as termas estão vazias, espero que esteja correto!)

Enfim... Espero que amanhã dê tudo certo e eu possa ir às termas de manhã e depois partir rumo a Latacunga!

Fotinhos:
Meus "guias" 
Eu, no meu cavalo... belas orelhas, não?

Fotinho bem mais ou menos tirada pelo "Guia"

Retornando à cidade...

Em frente à basílica de Baños.

Fazendo meu humilde pedido...

Nossa Senhora da Água Santa