18 de fevereiro de 2013

Pela Ilha do Mel

No dia seguinte meu principal objetivo era encontrar uma internet, me conectar e resolver todas as coisas que estavam se acumulando desde o carnaval, já que nos dias anteriores o máximo de internet que eu tinha conseguido era pelo celular e daí, não rola de ficar trabalhando, respondendo e-mails, postando, etc.

Passei a manhã e parte da tarde em frente a um computador, afinal não se vive só de viajar, é preciso manter tudo funcionando ou pelo menos tentar! Depois circulei pelo centrinho e voltei para Nova Brasília (onde fica meu camping) e fiquei por lá, pela praia, aguardando o temporal que prometia chegar mais cedo que o normal.


Sem grandes peripércias, dormi cedo e acordei cedo no dia seguinte.

Hoje o objetivo era fazer a trilha até Encantadas (passando pelo Farol) e conhecendo todos os campings que encontrasse pelo caminho. Sai relativamente cedo e o sol já mostrava o quanto seria forte. Meu primeiro destino foi a o Farol. Para chegar lá em cima do morro uma escadinha básica.




De lá segui rumo ao sul passando pela praia de fora, contornando o Morro do Joaquim e caminhando por toda extensão da praia grande. No final dela tinha que passar por cima de umas rochas, nada muito complicado, mas me lembrou meu amigo Jorge que fez comigo uma espécie de iniciação no Parkour. Passadas as rochas segui caminhando até o final da deserta praia do Miguel.





Subi e desci o Morro do sabão e estava na Praia de Fora! Nessa hora o sol tava pegando violentamente e torrando os neurônios. Hora de uma parada para o banho de mar!

Muito engraçado que antes de sair da praia, rumo a encantadas tem uma placa dizendo "praça de alimentação" como se ali fosse um shopping. hehehe



Antes de ir para a praia de Encantadas, que era meu destino final, ainda dei uma passada na Gruta de Encantadas. Eu não estava com muitas expectativas porque a Carla tinha me dito que não era nada de mais... Que bobinha a Carla! A gruta é linda e enorme! Adorei o lugar, fiquei com vontade de deitar e dormir lá dentro na sombrinha, como estavam fazendo outros turistas.



Saindo da Gruta sim, fui direto para a praia de Encantadas!

Essa caminhada toda (de Brasília ao Farol e do Farol a Encantadas) demorou várias horas, não que seja muito longa, mas fui parando em todos os campings ao longo do caminho por isso acabei chegando em encantadas já depois do meio dia.

Cheguei sentei em uma sombra, me hidratei e descansei um pouco antes de ir conhecer mais campings. Achei que eu ia tomar banho de mar lá, mas o mar não estava próprio para banho e o último barco para voltar para Brasilia saia às 17h, ou seja, eu nem tinha temo "sobrando". Quando peguei o barco de volta para casa eu era a unica passageira. Me deitei na parte de trás e curti a viagem de volta, só relaxando.






O dia foi ótimo! Mas longo e cansativo. O sol estava de matar e essa caminhada pela praia não oferece locais para se esconder dele.

Fiquei com muita pena de não ter mais tempo para conhecer e desfrutar de cada uma das praias. Algumas acabei apenas fazendo uma rápida passagem já que os campings já consumiam boa parte do tempo.

 

Amanhã de manhã vou fazer mais alguns campings e depois do almoço me toco para o litoral no continente. Não sei ainda onde vou parar... vemos isso amanhã!



16 de fevereiro de 2013

Peripércias rumo à Ilha do Mel


Às 5h da matina toca meu despertador. Eu tinha que organizar tudo na mochila, desmontar a barraca e estar junto ao píer às 6h20. Desliguei o despertador, abri a porta da barraca: ainda era noite fechada. Olhei para o céu e fui presenteada com um dos céus mais lindos e estrelados que já vi. Mais uma vez agradeci à mim mesma por me ter levado, com meus próprios pés, até ali (mas dei uma agradecida também para o São Pedro lá em cima, por ter tirado as nuvens do céu e me permitido ver aquele zilhão de estrelas). Minha vontade era colocar o isolante térmico para fora da barraca, deitar na areia e ficar curtindo o céu estrelado, mas eu tinha horário marcado: o barqueiro tinha me dito “até te levo, mas tu tem que estar aqui, pronta, às 06h25” Eu respondi dizendo que às 6h20 estaria lá.


Indo pegar o barco, aos primeiros sinais de luminosidade

Eu tinha previsto que demoraria um pouco acima do normal para arrumar tudo, por que tinham dois fatores complicantes: o fato de que era de noite e eu teria que fazer tudo só com uma lanterna e porque a barraca estava ainda bem molhada e cheia de areia por dentro e por fora. Mas, com um tempo absurdamente bem calculado, sem sobrar nem faltar tempo, às 6h17 eu estava no local combinado com o barqueiro.
Caminhei pela praia do meu camping até o píer e estava começando a surgir os primeiros sinais de luminosidade no horizonte. Apesar do horário já se podia ver, caminhando pela praia, alguns pescadores que começavam a preparar os barcos para mais uma rotina diária. Era escuro ainda, não dava para identificar os rostos mas, cerimoniosamente, todos que passaram por mim me fizeram um sinal com a cabeça quase desejando “boa viagem, volte logo” ou pelo menos foi assim que eu interpretei.

Com apenas alguns minutos de atraso saímos eu e o barqueiro em direção à Ilha do Mel. Nessa hora a luminosidade tinha aumentando e apesar de o sol ainda não ter aparecido, a água estava coberta de uma cor dourada difícil explicar. O barco era uma “voadeira” que navegava rápido, picando em cada onda. Eu estava feliz e triste ao mesmo tempo. Não queria ter ido embora de Superagui, mas era preciso seguir para um novo destino. Estava justamente pensando nisso, que a viagem sempre precisava prosseguir, quando um boto apareceu a cerca de 20m do barco e depois mais outros. Talvez fosse um sinal, ou apenas mais um feliz capricho da natureza. Andando rápido sobre as águas em cerca de 20 minutos eu estava na Ilha do Mel.

Desembarcando na Ilha do Mel

Aguardando o Sol Nascer na Ilha do Mel

O combinado é que o barqueiro me deixaria no Forte. Eu pouco sabia sobre a geografia da ilha, mas disse que não importava, o que importava era estar na Ilha, lá eu me virava.
Junto ao forte havia algumas poucas casas, todas fechadas já que não era ainda 7h. Sentei por ali e fiquei aguardando o sol nascer e aparecer alguém para eu descobrir como chegar até a praia do Farol ou Brasília. Esperei o sol nascer simplesmente observando e curtindo o momento (quantas vezes no dia-a-dia vemos o sol nascer?) e depois fui em busca de alguém que pudesse me dar informações. Em uma pousada que estava começando a se preparar para o café da manhã descobri a informação que precisava e ainda descolei uns pães caseiros para o café da manhã.
Mas a informação que eu precisava era a pior possível, eu precisaria caminhar 4km até o “centrinho” da ilha onde ficavam os campings. Isso definitivamente não seria um problema não fossem 4 fatores: a sola dos meus pés estavam machucadas e extremamente sensíveis, meu dedo do pé continuava machucado e doendo sempre que eu caminhava, a mochila estava muito pesada (para mim) e o pior de tudo, devido ao fato de eu estar “magra demais” a barrigueira da mochila, mesmo no mínimo do ajuste ficava solta, fazendo com que todo o peso fique praticamente só nos ombros (daí é foda!). Quando eu coloquei a mochila lá em Porto Alegre antes de sair de casa percebi que isso seria um problema que eu enfrentaria ao longo dessa viagem, só não sabia quando, até agora.

Sabia que essa caminhada de 4km seria exaustiva. Olhei para meu destino no final da praia e dividi a caminhada em quatro partes com 3 momentos de parada e descanso. Cheguei na primeira “meta” com costas e pés doendo. Sentei em um saco de areia que tinha na beira da praia tirei a mochila a papete e aliviei os pés no mar. A sola dos pés ardia inteira e o geladinho do mar dava um conforto gostoso, ainda que temporário. Alonguei as costas e quando fui colocar de novo a mochila, logo ali do meu lado, na sombra, debaixo de um trapiche, um bicho marrom se mexeu, rapidamente pensei ser um cachorro, mas olhei com mais cuidado e era um lobo marinho! Isso mesmo, um lobo marinho na Ilha do Mel! Estava logo ao meu lado e ficava olhando meus movimentos. Era um filhote, estava com o pelo todo machucado e provavelmente estava ali há dias. Sentei do lado dele e conversei um pouco. Ele ficava me olhando com cara de cachorro pidão. Mas não tinha muito o que eu pudesse fazer por ele. Disse que ia embora, me levantei e fui colocar o calçado e a mochila. De repente, quando olho de novo, ele estava em pé (de quatro, digamos) descendo do lugar que ele estava até a areia da praia. Pensei que pelo menos ele não estava tão mal assim. Falei que eu realmente precisava ir embora . Ele ficou me olhando e eu fui, segui pela praia, afinal ainda tinha alguns kms para caminhar e o sol estava cada vez mais forte.



Sem mais tantas peripércias cheguei  à praia do farol cansada a dolorida, mas viva! No final ainda acabei indo acampar na vila Brasília e encarei mais uma caminhadinha de 1km que não tava prevista. Acabei optando pelo camping Billly Mar, onde fui extremamente bem recebida.  O camping é simples, apenas um terreno junto à casa do seu Pedro, mas tem banheiros ótimos, limpos e uma cozinha ótima também. Não vou ter a regalia de estar de frente para a praia, mas vou ter o conforto de uma cozinha com mesa onde posso ficar à vontade e trabalhar.
Passei o resto da manhã tentando secar e tirar a areia da barraca e de TODAS as minhas coisas. Tinha areia por tudo! Eu tentei tirar o máximo que pude. Mas a verdade é que ainda tem areia! Tenho a impressão de que sempre terá areia, ela parece ter um apego especial por mim, nunca me abandona. Enfim, estendi as roupas molhadas em função da tempestade de ontem e coloquei, de novo, mais uma vez, novamente, o meu tênis para secar.

Depois passei praticamente toda a tarde sentada em um restaurante na praia, em uma espécie de quiosque de frente para o mar. Sentindo o vento e trabalhando com textos no computador, já que pelo temporal de ontem toda ilha está sem internet. Apesar da falta de internet, foi o melhor escritório que já trabalhei até hoje. No final do dia, para seguir à tradição veio mais um temporal. Esse foi forte, mas rápido.



Minha relação com o Sr. Siri - parte 4


Ontem à noite antes de ir para barraca percebi uma nova toca há uns 2m de distância dos fundos da barraca. Não sei s era a nova toca dele, ou era de outro siri. Fiquei de olho para ver se aparecia algum morador, mas nada. Apesar de parecer ter sido recém cavada parecia também desabitada.
Acabei indo embora sem me despedir do Sr. Siri.

Uma pena... vou sentir saudade de nossas conversas noturnas, antes de dormir, nas noites na praia de Superagui.

15 de fevereiro de 2013

Na trilha, mas com tempestade


Durante a parte da manhã meu objetivo era único: visitar "oficialmente" todos os campings da Ilha para inventariar para o site FuiAcampar. Como são todos praticamente um ao lado do outro e todos possuem estrutura bastante simples, não demorei muito e no início da tarde tinha " terminado o trabalho".

O outro objetivo era fazer a trilha que não consegui finalizar no dia anterior.
Depois de ficar maior tempão fazendo hora para não pegar a trilha no pior horário do sol (o sol tava implacável) perto das 17h resolvi me organizar para ir. Peguei a mochila de ataque, água, protetor solar, repelente, lanterna e antes de partir olhei apara o horizonte e vi que não muito distante uma tempestade se aproximava.
É... talvez eu tivesse me enrolado demais tomando banho de mar, mas não existia nenhuma chance de a tempestade não chegar, e não existia nenhuma chance de eu não fazer a trilha, conclusão: eu ia me molhar. Se eu quisesse eu podia ter pego uma carona depois do almoço para a Ilha do Mel e só não peguei  para fazer a trilha. O objetivo era simples chegar até o final da trilha, na praia deserta. E já comecei  a trilha preparada para voltar encharcada.



Fiz toda a trilha em cerca de 50 minutos, sempre ouvindo trovões distantes e sentindo o vento de chuva que se aproximava mas, entre as árvores, não dava para ter uma certeza de o quanto perto ela estava e com qual rapidez se aproximava. Quando cheguei no final dela, na vastidão da praia deserta olhei para o horizonte e vi as duas tempestade, sim, eram duas! 



Uma paralela à outra, uma vindo pelo mar e outra pelo continente, mas a que me atingiria em menos de 20 minutos era a do continente. Nessa altura o vento já estava forte e os trovões eram um barulho constante no céu. Alguém tinha enfurecido São Pedro. A coisa ia ser feia, ou linda dependendo do ponto de vista.

Mas do meu ponto de vista, em meio à trilha, foi sobretudo assustador!
O plano inicial ir pela trilha e retornar pela praia. Mas com a tempestade e praticamente em cima da minha cabeça a possibilidade de voltar pela praia foi sensatamente abandonada. O negócio era voltar pela trilha e o mais rápido possível!
Resolvi então fazer algo inédito para mim, até então. Resolvi voltar correndo! Isso mesmo porque não? A oportunidade faz o ladrão e a tempestade faz uma corrida de aventura pela primeira vez! Ajustei a mochila nas costas para não ficar balançando e corri pela trilha, como se  estivesse simplesmente correndo normalmente, no mesmo ritmo que faço minhas corridas. Logo descobri que correndo o corpo precisa se preocupar com outras coisas eu não dava tanta atenção à tempestade.  Isso era bom!


Mas quando eu estava na metade da volta não teve jeito, o céu se fechou totalmente, ficou absurdamente escuro dentro do mato e os trovões e raios explodiam por toda parte. A chuva intensa chegou com muito vento e era tanta água que eu mal conseguia manter os olhos abertos. Isso foi assustador. Durante cerca de 30 segundos desejei não estar ali, naquele local, debaixo daquela chuva e sozinha. Mas isso logo passou e encarei como uma experiência única que precisava ser vivida. E uma coisa era fato: não havia mais nada que eu pudesse fazer além de caminhar sempre e para frente até o final da trilha e da tempestade. E foi isso que fiz. Além disso fiz também uma filmagem (ridícula) desse momento, porque precisava registrar e nunca mais esquecer essa aventura. Depois de uns 20 minutos debaixo da tempestade aconteceu o inevitável: a chuva diminuiu e eu cheguei  ao inicio da trilha, na vila.

Encharcada dos pés à cabeça, quando entrei no camping a Tia Mari, me aguardava na porta da casa, preocupada comigo, super querida! Ainda molhada sentei no degrau da casa e pedi para a Tia Mari me preparar um pastel de camarão. Comi vendo o sol atravessar o horizonte por entre as nuvens da tempestade e as montanhas da região serrana do Paraná.




Tomei um banho frio (após a tempestade a Ilha toda ficou sem energia) e fui acertar com o barqueiro que ia me levar para a llha do Mel no dia seguinte; apesar de querer ficar mais tempo na ilha, minha meta estava atingida e precisava ir adiante. Depois do barqueiro passei no Bar do Carioca para me despedir da Val e do Fernando, grandes amigos e companheiros de aventuras. Eles ainda me levaram até meu camping fizemos nossa foto final de despedida. No dia seguinte eles iriam retornar a Guaraqueçaba e de lá para Maringá. Dei um abraço neles e entrei na barraca.


Obs1: fiquei sabendo, por alguém que ficou sabendo, que o Papa pediu para sair. Sério isso?
Obs2: fiquei sabendo, por alguém que ficou sabendo, que tinha caído um asteroide na Austrália e que 1000 pessoas tinham morrido. Mas depois fiquei sabendo que não era na Austrália e sim  “pela Rússia” e que ninguém tinha morrido! Hahaha quem conta um conto aumenta um ponto. Imagina por quantas pessoas essa história passou antes de chegar até mim.
É, a gente viaja , mas o mundo lá fora não para! O Papa, hein? Quem diria... 

Minha relação com o Sr. Siri - parte 3


Ontem teve um temporal medonho aqui em Superagui. Foi de noite, eu me recolhi para dentro da barraca esperando a tormenta passar e enquanto estava lá, a salvo do vento e da chuva, ficava pensando em oferecer abrigo ao Sr. Siri debaixo na minha lona, mas  acabei não oferecendo pois achei que ele poderia se sentir ofendido já que possui uma ótima autonomia para fazer e cuidar de sua toca. Hoje de manhã, passado o temporal, quando abro a barraca logo percebo que o Sr. Siri não estava mais lá. Sua toca havia sido destruída pela chuva e o buraco simplesmente não existia mais! Fiquei pensando no drama que o Sr. Siri deve ter passado durante a noite enquanto sua casa estava sendo destruída.
Não vi mais meu amigo.

14 de fevereiro de 2013

Resistindo à tempestade


De noite depois de um belo por do sol começou a se armar no continente um temporal tamanho fenomenal e ao que tudo indicava ele provalmente logo chegaria à ilha. Estiquei toda a barraca, coloquei um espeques a mais, entrei para a barraca e me preparei  para a tormenta.
Foi nada mais, nada menos que assustador! A Ilha ficou toda sem luz. Eram raios, trovões e um vento devastador, me sentia no dentro de um tufão. A barraca tremia inteira! Não fiz muito que ficar aqui quieta torcendo para a barraca aguentar e para a tempestade passar e conversando no facebook pelo celular, que foi bastante reconfortante, afinal, apesar de totalmente sozinha, eu não estava tão sozinha assim. Gosto disso.

Agora o pior da tempestade já passou e a barraca resistiu MUITO bem! Fiquei feliz e confiante de que essa parceira é mesmo parceira, até debaixo d´água.
Escrevo esse post aqui dentro, sentada apenas ouvindo a chuva que ainda cai forte lá fora. Boa noite...

Minha relação com o Sr. Siri - parte 2


Bom mesmo quando se está acampando é ter um siri parceiro, que fica o tempo inteiro atento ao que eu falo. Não importa o assunto que eu converse, ele fica olhando, passa a pinça no olho às vezes, entra na toca eventualmente quando o assunto fica chato. Mas ele sempre volta.
E quando vou dormir digo: Boa noite Sr. Siri.

Curtindo Superagui

Acordei e de manhã sai para caminha pela vila da comunidade de superagui pois até então teu tinha ficado apenas pela praia. A vila é muito simples, rústica, não há ruas apenas umas ruelas de areia que serpenteiam entre casas de pescadores, igrejas, mercadinhos, barzinhos, campings: tudo simples. As crianças soltas caminham e brincam por toda parte e os adultos, simpáticos cumprimentam até os forasteiros que passam.


Sabia que caminhando pela comunidade eu encontraria a trilha que leva à Praia Deserta. Não lembrava exatamente qual o tamanho dela e resolvi ir percorrendo. Mas o tempo foi passando e a trilha continuava. E eu não estava preparada para fazer ela: estava de chinelo, sem água, sem protetor solar e sem repelente. Caminhei mais um pouco e encontre a Val e i Fernando voltando de bike pela trilha. Eles me falaram que ainda faltava bastante. A princípio tinha pensado em continuar, mas acabei desistindo. Eu não queria desistir, mas depois ainda teria que voltar tudo, e estava sem água, naquele calorão. Resolvi voltar mas com a promessa de fazer a trilha no dia seguinte.




Voltei para o camping em um horário que o calor era insuportável, daí aproveitei o solaço e fui para o tangue lavar todas as roupas que eu tinha sujas. Com aquele sol ia secar rapidinho. Depois montei meu escritório junto à barraca e aproveitei para organizar fotos e fazer alguns textos, já que com aquele calor não dava para ficar caminhando pela ilha.



13 de fevereiro de 2013

Minha relação com o Sr. Siri - parte 1


Eu tenho um amigo aqui em Superagui: O Sr. Siri.
Desde que cheguei ontem ele fica me cuidado o tempo todo.
No início fiquei com pena de ter colocado a barraca tão perto da toca dele pois não queria atrapalhar a tranquilidade pós carnaval que ele provavelmente estava esperando para desfrutar.
Mas no final das contas, creio que não incomodo ele não, pelo menos não pareço incomodar.
Ele passa todo o tempo me olhando atentamente (me sinto o centro das atenções deste pequeno e simpático ser) mas apesar de estar bem perto ele é um siri corajoso e não deixa de fazer nada pela minha presença.
Caminha para lá, caminha para cá, cava o buraco, procura coisas na areia, caça bichinhos com uma destreza impressionante. Raramente ele se afasta da toca: é corajoso, mas conservador.
Não acho que seja um siri de muitas aventuras, mas não tem problema. Para mim basta apenas ele ser um siri.
Estou ciente de que a qualquer problema ele vai simplesmente entrar na toca e não sair mais em vez de ajudar em vez de ajudar, como um cachorro possivelmente faria.
Mas não tem problema: Gosto dele. É um bom parceiro de camping, está sempre ali e é bem silencioso.

Chegando em Superagui


De tarde após o almoço pegamos o barco para Superagui era uma barco simples tipo esses de canoa com motor. Acho que o pessoal chama de bateira. Antes de embarcar conheci ali no trapiche três chilenos que estão passando um mês viajando de bike pelo Brasil. Conversei rapidamente com eles e desejei uma boa viagem. Eles estavam também indo para Superagui, mas em outro barco e depois seguiriam para para ilha do Cardoso, já em São Paulo.
No nosso barco íamos eu, a Val, o Fernando e suas respectivas bikes. A ideia deles era dar umas voltas de bike pela ilha, a minha era conhecer todos os campings do local, fazer umas trilhas e curtir o local.






Ao chegar na Ilha eles acabaram acampando junto a uma pousada que permitiu que eles colocassem a barraca no quintal, enquanto eu, obviamente fui em busca de um camping "de verdade".
Acabei, meio que casualmente, ficando no melhor camping da Ilha, apesar de que não tinha cozinha, mas eu não estava muy preocupada com isso. A área de camping era linda, organizada, com ótimos banheiros e de frente para a praia e eu ainda poderia coloca minha barraca em qualquer local.
Coloquei ela ao lado do portão de entrada, em uma área elevada, com vista para o mar e debaixo de um chapéu de sol: o melhor lugar do camping. Seu Natanael, dono do camping ainda fez a gentileza de me puxar uma extensão de energia até a minha barraca. Ficou show de bola! Estava pronta para acampar ali por um mês. O camping não tinha placa com o nome, depois vou descobrir como ele oficialmente se chama.



Além do camping ser ótimo logo descobri outra qualidade do local: era ali a Casa da Tia Mari, que faz os melhores sonhos de Superagui. Os sonhos dela são nacionalmente conhecidos. Assim que fiquei sabendo comi um e me deliciei como não fazia há anos. Me arrisco a dizer que foi o melhor sonho de doce de leite que comi em toda minha vida. Ponto fortíssimo do camping!

Meu camping

 Depois de tudo instalado saí para dar uma caminhada até a sede do ICMBio para conhecer a sede do Parque Nacional do Superagui, conversar um pouco e conhecer melhor o local. Fui super bem recebida apesar de chegar fora do horário de atendimento. Peguei lá todas as informações que precisava.



Depois fiquei pela praia curtindo um momento totalmente "dolce far niente" enquanto acompanhava os siris que trabalhavam intensamente ao meu redor e esperava o sol se por. Ah... se todos os dias o dia terminasse assim. De noite fui jantar com a Val e o Fernando em um barzinho na beira da praia.



12 de fevereiro de 2013

Reserva do Sebuí


Às 7h eu estava acordada arrumando uma mochilinha de ataque com tudo necessário para passar o dia na Reserva do Sebuí. A promessa era trilhas pela mata e 3 cachoeiras. Fomos eu e mais dois casais de amigos, a Valquiria e o Fernando e a Julia e o Marcelo. Conheci os 4 lá no Salto Morato e acabamos conseguindo combinar de fazer mais esse passeio juntos.  Ao final, antes do embarque, teve um outro casal que se juntou ao grupo. Fomos em três casais e mais eu. Todo mundo jovem, disposto e gente boa, com vontade de curtir a natureza e sem frescuras.


Revoada de Guarás - a coisa mais linda que já vi.
Depois de quase 1h de barco passando por canais de mangue, chegamos ao local onde começava a trilha, já na Reserva do Sebuí. Apesar de se chegar na reserva por barco, ela fica no continente, um pouco ao norte de Guaraqueçaba.

Na primeira parte andamos por cerca de 40 minutos até chegar na primeira cachoeira, ela deveria ter uns 30m de altura de uma água transparente e gelada (como já era de se esperar).
Uns com mais dificuldade, outros com menos, mas a verdade é que todos se jogaram na água. A cachoeira tinha um bom espaço para nadar, mas era difícil ficar debaixo dela.  Ficamos ali um bom tempo e depois seguimos pela trilha pois ainda tinha mais duas cachus para conhecer. 




A segunda delas, logo depois da primeira era apenas para observar, olhando de cima pelo mato que passava ao lado. Para chegar na terceira foi mais uma boa caminhada em meio ao mato. Quando eu falo mato, é mato mesmo, virgem, sem ação do homem. Às vezes bastante fechado e sempre repleto de insetos, animais e plantas diferentes. Ao longo do caminho vimos 2 cobras e umas pegadas de animais maiores. Tipo de lugar que eu não gostaria de estar perdida e sozinha. A terceira cachoeira me encantou. Menorzinha mas com uma queda única e um poço  de água verde (capa do meu facebook). Todo mundo dentro d’água de novo! 


Na volta parte do caminho viemos por dentro do rio de águas transparentes: delicioso! 



Voltamos para Guaraqueçaba e fomos todos para uma padaria fazer um lanche reforçado. Depois o Marcelo e a Julia pegaram o bus de volta para Curitiba e eu a Valquiria e o Fernando fomos tentar esquematizar a ida para Superagui, já que o barco que faz esse transporte regular tinha sido apreendido. Ali, no píer mesmo, conversei com um guri e combinei de no dia seguinte ele levar eu e o casal para a Ilha.

11 de fevereiro de 2013

Guaraqueçaba


Eu ia sair da Reserva Salto Morato na segunda feira para pegar o bus que passava para Guaraqueçaba, meu próximo destino. Para pegar o bus ou teria que caminhar os 4km até a estrada ou conseguir uma carona. Mas melhor que isso, consegui uma carona até Guaraqueçaba com um dos funcionários da Fundação. 

Guaraqueçaba é uma cidade pequena e hospitaleira, mas não tem muito o que fazer por lá. Fiquei hospedada na Pousada e Camping Chauá. O local é simples e o camping pequeno, mas com uma infraestrutura básica para o campista. A princípio tinham dois campings em Guaraqueçaba. Esse, junto à pousada Chauá, e um outro junto a outra pousada. Nesse primeiro fui super bem recebida, já na outra não teve muito papo. Mesmo falando com jeitinho a pessoa responsável não quis saber de site nem nada assim. Ela não queria saber de divulgar nada. Acabei não podendo inventariar esse camping. Sei que ele existe, vi a estrutura, mas como não pude inventariar e a pessoa não teve interesse em divulgar, prefiro nem citar o nome.

O calor na cidade estava absurdo, se parecendo um pouco com a querida Forno Alegre.  Depois de trabalhar, fui conhecer a cidade, algo que fiz em 5 minutos.  Quando chegou mais para o final do dia começou a se formar uma tempestade. Fui para o trapiche da cidade a fiquei esperando ela chegar. Tinham algumas pessoas tomando banho e eu só não me joguei na água porque não estava de biquini. Fiquei no trapiche, com os pés na água conversando com dois pescadores, enquanto víamos a tempestade passar por cima das ilhas. Em uma conversa muito bizarra com os pescadores, quando um deles pegou um peixe. Fui tirar uma foto dele e seu peixe e ele comentou que não tinha certeza de qual peixe era e eu disse “não importa, tá pescado”. Daí o outro falou “isso mesmo é uma pescada!”. A conversa acabou como seu eu fosse uma grande entendida de peixes. Hahahaha me ri internamente e não corrigi informando que praticamente meu único conhecimento de peixes é que nadam e  vivem debaixo da água.





Comi e dormi cedo deitada na minha barraca debaixo de um jambolão.  Não gosto do cheiro do Jambolão, mas era ali o melhor lugar do camping depois de todas as chuvas do carnaval.
No dia seguinte o plano era ir para a Reserva do Sebuí, que pertence a seu João, proprietário da Pousada Chauá. Deixamos tudo acertado para sairmos de barco manhã cedinho e passarmos o dia fazendo trilhas pela reserva. Iríamos eu e mais um casal de amigos que conheci no Salto Morato, a Valquíria e o Fernando.

10 de fevereiro de 2013

Reserva Salto Morato


Ao chegar em Curitiba, quando fui comprar passagem para meu primeiro destino a Reserva Natural Salto Morato logo percebi que as passagens para Guaraqueçaba, estavam esgotadas, mas o vendedor da companhia Viação Graciosa.

Sai com do caos da rodoviária de Curitiba com uma passagem para Antonina e uma promessa de que ao chegar em Antonina em seguida passaria um ônibus para Guaraqueçaba que ainda teria vagas. Mas eu deveria comprar essa passagem direto lá.
Dito e feito. Peguei o bus às 17h15 rumo a Antonina e quando cheguei lá comprei minha passagem para Guaraqueçaba.
Mas porque eu queria ir para Guaraqueçaba se meu destino era a Reserva Salto Morato? A entrada para a reserva fica entre as cidades de Antonina a Guaraqueçaba. Então a forma de chegar lá de bus é comprar a passagem para Guaraqueçaba e pedir para descer na entrada para a Reserva Salto Morato. Da entrada até a reserva são 4km. Que devem ser percorridos a pé, ou pode rolar uma carona de tiver alguém mais indo para a reserva na mesma hora. Mas eu, espertinha que sou, antes de ir para a reserva tinha entrado em contato com o pessoal de lá e avisado que estaria indo para inventariar o camping. Eles tinham dito que talvez pudessem  me buscar lá na estrada, mas eu não tinha certeza se isso ia realmente acontecer e estava disposta a caminhar os 4km, apesar da chuva.

Mas quando eu desci do ônibus, eis que estava lá uma pick-up com a identificação da Fundação Grupo Boticário me aguardando! Ou seja, eu não precisaria caminhar os 4km debaixo de chuva e com a mochila.
Fui a primeira campista a chegar para o “carnaval”.



Quando cheguei o camping estava vazio! Não havia, mais ninguém, então, em um dos momentos de trégua da chuva, instalei minha barraca no melhor lugar que havia e logo sai para fazer uma das trilhas da Reserva:  a que leva até o Salto Morato, cachoeirão enorme e lindo que dá nome ao local.


A trilha é simples e fácil. Caminhei sozinha debaixo de chuva, no meio da mata. Enquanto ouvia os pássaros e o barulho dos meus pés nas pedrinhas ou se atolando no charco, os pingos iam fazendo uma sinfonia pela floresta ao redor, ora mais intensos, ora mais espaçados e eventualmente mesclando-se com o som das águas do rio que passava junto à trilha. Quando comecei a chegar perto do Salto, seu barulho já mostrava que seria uma cachoeira imponente.  E não podia ser diferente com seus mais de 100m.
Próximo à base da cachoeira, suja, molhada e com os pés também molhados e cobertos de lama, egoistamente agradeci a mim mesma por ter me permitido estar ali naquele momento. Mesmo debaixo de chuva, já estava tendo a sensação que esse seria um carnaval especial.




De noite no camping além de mim haviam mais 3 barracas. Todos gente boa, da paz, silenciosos.  Campistas todos do tipo aventureiros, da melhor espécie. Dormi cedo e acordei tarde...

No dia seguinte (domingo) a ideia era fazer a trilha da figueira que é um pouco mais comprida e igualmente fácil e sinalizada. Fiz toda a trilha praticamente sem chuva. E rodeada por uma nuvem de mosquitos que enchiam o saco. A trilha é muy linda, com umas partes com grama no chão e vegetação alta nas laterais. Parecia que eu estava em algum cenário de filme. A figueira que dá nome à trilha é realmente linda com sua raiz atravessando por cima do rio de águas cristalinas. 








 Mais um passeio simples e delicioso.
Escrevo esse post deliciosamente sentada na minha barraca.

A salvo dos mosquitos e sentindo o vento que entra por uma das portas, atravessa a barraca e sai do outro lado.

3 de fevereiro de 2013

O porquê da viagem pelo Paraná

É engraçado como a vida  toma seus caminhos.
Eu estou indo para o Paraná a trabalho, a diversão e a compromisso com um amigo.
Compromisso? Pois é. Compromisso com amigo é coisa séria!

Eu diria que essa viagem, na verdade, começou em novembro de 2010, quando, trabalhando na Editora O Viajante, recebi um e-mail de um cara (Robison Portioli), que tinha escrito um livro chamado Vida Nômade, onde ele relatava histórias de viagens durante sua infância e pela América do Sul. Na hora me interessei e guardei o e-mail pensando que em breve compraria. E foi o que aconteceu, dia 25 de dezembro de 2010 comprei o livro.

Eu comprei, li e ao final fiz aquilo que eu deveria fazer: escrevi um e-mail para o Robison só para contar o quanto eu tinha gostado do livro, o quanto eu tinha me identificado e o quanto depois de "fazer parte da vida dele", lendo aquelas páginas, eu tinha me sentido próxima, quase como uma amiga de infância.

Eu entendia exatamente o que ele queria dizer e percebi que éramos iguais em muitos aspectos e, sobretudo, dividíamos a mesma inquietude, a mesma vontade de voar, fugir de padrões, tínhamos valores semelhantes. Ingredientes certos para uma boa amizade, mesmo que virtual (já que ele morava na Irlanda). Dito e feito... depois de trocar e-mails nos adicionamos no facebook e aos poucos fomos construindo uma amizade simples e sincera; conversamos sobre viagens, projetos, coisas em geral.

Até que um dia ele me falou da vontade de reeditar o livro, já que a primeira edição estava esgotando. Logo me coloquei a disposição para ajudar no que fosse necessário. Uma ajudinha aqui, uma opinião ali, um indicação acolá e entre muitos sorrisos, "bons dias", expectativas a coisa foi tomando forma, até que um dia tínhamos uma data e um local! O livro seria reeditado, mas agora pela editora O Viajante, e o lançamento ficou para o dia 25 de fevereiro, em Curitiba! E eu certamente estaria lá! Dividindo esse momento feliz e importante para meu amigo!

Mas se eu ia até Curitiba... porque não aproveitar também e conhecer um pouco mais do estado? Porque não aproveitar e já inventariar uns campings? Porque não aproveitar para ir conhecer a Ilha de Superagui? Porque não ir até a Reserva Salto Morato? Porque não?
Comecei a pesquisar locais e possibilidades e acabei decidindo ir passar o carnaval no Paraná e depois dar uma esticadinha de duas semanas (na real uma esticadona!) viajando pelo litoral do estado, para finalmente, dia 25 estar de volta a Curitiba para prestigiar meu amigo!

Assim se montou essa viagem, que se não fosse por aquele e-mail recebido em novembro de 2010, provavelmente não existiria.

Nossa inquietude nos move, cada um seguindo seu caminho. Logo após nos encontrarmos pessoalmente pela primeira vez em Curitiba, enquanto eu provavelmente ainda estarei no Paraná, ele estará nada mais nada menos, que embarcando com a Fernanda, sua namorada e também parceira de viagens, para uma viagem de 7 meses ao redor do mundo! Essa viagem pode ser acompanhada pelo Blog Vida Nômade.


Ao Robison, eu agradeço a amizade, as conversas sábado/domingo de manhã e o constante incentivo nas minhas viagens (inclusive essa do Paraná) e nos projetos, tanto no FuiAcampar, como na "reativação" desse blog!

Reativando o Blog!

Muitas pessoas sabiam que eu tinha um blog de viagens, ou melhor vários blogs, um para cada viagem. O que acontece é que, agora unifiquei eles em um mesmo endereço, e abri a possibilidade de fazer também posts de escapadas mais rápidas e menores pelo Brasil (ou outros lugares).

Na parte Blog do Equador é possível encontrar o dia a dia de toda essa viagem que fiz em 2011. O mesmo acontece no Blog do Chile, para a viagem de 2009. As postagens da viagem para a Europa em 2008 acabei não importando para esse novo formato (não, ainda).
A seção Escapadas pelo Brasil vai agregar todas as viagens mais rápidas que eventualmente faço aqui pelo Brasilzão mesmo.
Na seção Otras cositas vai entrar outras coisas que eu queira eventualmente falar e que não estejam diretamente relacionadas a viagens específicas.
A seção de Fotos segue como já estava antes, remetendo para os álbuns do Picasa e os Vídeos remetendo para o meu canal no Youtube.

Apesar de o layout ainda não está finalizado (em breve haverá melhorias nesse aspecto) como na próxima semana estou saindo para uma viagem (pelo Paraná) achei melhor já botar o negócio para funcionar.

É isso pessoal, espero que gostem!
Sugestões, críticas e elogios são sempre bem vindos!

7 de novembro de 2012

Sobre o site MundoCrux

Algumas pessoas ligadas já perceberam, outras certamente não...

Mas faz quase um ano que eu colaboro regularmente com o site MundoCrux, especializado em esportes radicais e aventuras.
É uma grande felicidade fazer parte desta Equipe, que todos os dias me ensina, me motiva, me mostra novas possibilidades e desafia meus limites. 

Para quem, assim como eu, curte esportes radicais, adrenalina, aventuras. Essa é a minha dica!
Eu RECOMENDO O MUNDOCRUX! Não só porque faço parte, mas pelo conteúdo, pelas pessoas envolvidas e pela qualidade do que está sendo produzido.

Minhas publicações podem ser vistas em: http://mundocrux.com.br/author/luiza/

Acessa: www.mundocrux.com.br
Curte: www.facebook.com/mundocrux









18 de outubro de 2012

Mais duas dicas de Posts sobre o Equador

Para quem está pesquisando sobre o Equador, essas postagens podem interessar:

 Passagem geral sobre os atrativos e opções de turismo e aventuras no Equador.
Artigo produzido a partir das vivências relatadas nesse blog.


 Relato sobre um aventureiro que subiu o Vulcão Tungurahua, no Equador,
durante um período de atividade vulcânica!