14 de agosto de 2011

Passeio pela "selva"

Referente a 13 de Agosto

Hoje fiz o passeio pela Amazônia Equatoriana. Tem um montão de passeios. Os melhores dizem que são os de 3 ou 4 dias, porque daí se entra mesmo na mata. Esse que eu fiz de um dia é mais superficial. Meu grupo tinha 10 pessoas (6 americanas, 3 equatorianos e eu) o que é um tamanho bom. O passeio começa em Misahuallí que é um povoado na beira da Amazônia e os deslocamentos são todos em canoa  (motorizada) pelo río Napo.

O passeio tem várias paradas, a primeira é na beira do rio onde algumas famílias trabalham garimpando ouro na areia do rio. Quando o barco está passando pelo rio o guia pergunta em Quíchua (língua dos nativos da região) se a família aceitar receber os turistas. A que nos recebeu era uma senhora com três netos (todos trabalhando). Ela disse que precisava do dinheiro para fazer a matrícula deles no colégio e que eles estavam ali ajudando porque estavam de férias. Daí a senhora foi fazendo todo o processo e o guia explicando como funcionava. Quem se interessou olha nas fotos que é impossível ficar explicando por aqui. Essa parte foi bem legal! Ponto alto do passeio.

Depois disso paramos para uma caminhada de umas 2h na “selva”. Eu sempre gosto de caminhar no mato mas eu esperava mais desta parte. Foi só uma trilha como em qualquer outro lugar. De vez em quando o Guia parava e explicava alguma coisa sobre uma planta ou animal. Foi ok mas nada de especial.  Depois disso paramos para almoçar na beira do rio em um restaurante. Bem bom até.

Outro ponto alto é que depois do almoço o guia perguntou quem ía entrar no rio. No início todos ficaram meio acanhados, mas depois aos poucos foram entrando. Teve gente que se jogou com roupa e tudo. Como eu não estava de biquíni (ele estava na mochila) não entrei nesse momento. Mas depois que todos voltaram para o barco ele parou em uma praia para a galera curtir mais o rio. Daí sim, pedi para uma guria segurar minha canga, me troquei e me joguei na água. Estava super gelada! Mas entrei correndo e me joguei. Depois do lado de fora com calor e vento logo estava seca. Essa parte foi ótima!!!

A próxima parada era em um parque que faz a reintrodução de animais silvestres na natureza. A maioria eram bichos de estimação. Daí eles tentam fazer uma readaptação ao mundo selvagem. Alguns conseguem retornar, mas outros, que não sabem mais se alimentar e perderam alguns instintos, acabam morando por lá.

Por fim a última parada é em uma comunidade indígena, onde eles fazem uma representação das danças, contam um pouco da cultura e vendem artesanato. Isso também foi bem legal. Comprei uma tartaruga feita pelos índios para minha coleção.

O passeio em si foi bem legal só a parte da selva que para mim deixou a desejar. Mas o legal é que os guias são da comunidade indígena e o impacto do passeio no ambiente acho que praticamente se limita ao motor dos barcos. De resto é tudo bem sustentável e as pessoas que moram na região se beneficiam com o turismo de uma forma bem legal e saudável, sem exploração.

O guia tinha todos os conhecimentos de quem mora na floresta, sabia tudo de animais, plantas, venenos, cultura dos indígenas e tinha várias histórias para contar, mas faltou um “tratamento” para com os turistas. Quando chegávamos em um lugar ele podia fazer uma introdução de onde é que estávamos chegando, para fazer o que, por quanto tempo... Essas coisas básicas. Às vezes o grupo ficava meio perdido.

Na beira do rio tem vários “jungle lodges”. Que imagino eu deve ser uma opção bem interessante de hospedagem (alguns bem caros inclusive).

Fotinhos:
Em Misahuallí, de onde saem os passeios de barco

Garimpo nas margens do rio Napo

Guia explicando coisas da mata

Pontezinha

Me senti pequena junto desta árvore

Guia subindo pelo cipó

Banho no Rio Napo

Na reserva para readapção dos animais selvagens,  mas esse macaquinho tava livre.


Na reserva para readapção dos animais selvagens.
Reserva Indígena

Voltando para Tena na caçamba!

12 de agosto de 2011

Tena - Amazônia Equatoriana


Sai do Hostel de manhã e fui para a parada (na estrada) para esperar o ônibus que ía para Tena. Esperei por um tempo e em vez de passar um ônibus passou uma van sem identificação, eu nem tinha feito sinal. Daí o cara parou na parada e perguntou para onde eu ía. Disse “a Tena” e ele me mandou subir (aquele era o “ônibus”)’.

Na verdade um senhor que estava na parada antes e tinha vindo puxar papo comigo me perguntando para onde eu ía. E tinha me explicado que como era feriado as empresas colocavam uns ônibus menores para circular. Para mim não fazia muito sentido afinal é feriadão, as pessoas deveriam viajar mais. Mas na verdade acho que descobri como funciona: As pessoas que lotam os ônibus no Equador no dia-a-dia não de uma classe da população mais baixa. Pessoas que não tem grana para estar viajando nos feriados. Quem tem grana pega sua pick-up, coloca toda família lá e vai embora.

Enfim... Tena, essa cidade que estou agora, já é na região da Amazônia. Lembram lá nos primeiros posts que eu tinha escrito dizendo que o Equador tem quatro zonas diferentes? Cordilheira, Costa, Amazônia e Galápagos. Até então eu estava na Cordilheira, mas agora desci em direção à Amazônia (que fica ao leste da cordilheira).  Viagem de Papallacta até Tena demorou cerca de 3 horas. Saí da cordilheira onde estava uma temperatura de cerca de 10ºC e cheguei em Tena 3h depois com 30ºC. Praticamente um choque térmico. Sabe aquele calor que a gente está parado fazendo nada e sente os pingos escorrendo pelas costas: assim mesmo! Até parecia um pouco nossa querida “Forno Alegre”.  Durante a viagem eu vinha tirando as camadas de roupa. Quando cheguei aqui coloquei bermuda e regata.

A paisagem da viagem é maravilhosa, sem explicação. É uma zona de transição então ainda tem morros enormes, mas eles já são totalmente cobertos de mato. Muito, muito verde por toda parte. A estrada vai fazendo um caracol, curva para um lado e para o outro, por mais de 100km (descendo a cordilheira). Ela vai correndo junto a um riozinho serpenteante. E dos morros caem cascatas por todos os lados... lindíssimo.

Cheguei em Tena pelo meio dia e catei um hostel próximo à rodoviária mesmo: o Hostal Juan Manuel. Paguei 6 dólares em um quarto só para mim com banheiro e ventilador. Mas sem água quente. Quase nenhum hostal aqui tem água quente, mas como faz muito calor, ok. Já estava preparada para isso. Hoje caminhei por toda a cidade, reservei meu passeio para amanhã e lavei todas minhas roupas (que com esse calor, estão quase secas). Amanhã vou fazer um passeio pela Amazônia Equatoriana! O roteiro parece muito legal.  Tenho que estar às 7h30 na frente da agência.

Mapinha das regioes, para ques estiver muito perdido
Aqui no fotinhos hoy, vejam direto no álbum: https://picasaweb.google.com/luizac.rs/12DeAgostoTena

11 de agosto de 2011

Papallacta

Hoje o dia amanheceu frio e encoberto. De manhã fui conhecer as termas, aqui do lado. Quando cheguei lá uma triste decepção: havia muita gente!!! Estava muito lotado. Pensei cá com meus botões já que no meu hostel tem piscina quente e praticamente só para mim, não tem porque eu gastar mais $7,00 para entrar numas cheias de gente. Resolvi ficar pelo hostel e aproveitar a piscina ao ar livre e cercada de uma paisagem linda.

Para almoçar entrei em um restaurante que eu jamais entraria no Brasil, de longe o lugar mais feito, sujo e bagunçado. Horrível, mas perguntei o que tinha pra comer e me serviram uma truta “à la plancha”, com arroz, batata frita e umas bananas assadas. Claro que não consegui comer tudo era muita coisa, mas foi o melhor peixe que já comi na vida. Sim melhor que todos o tio Ivo que me perdoe, mas nada se compara. Uma pena que o lugar fosse tão desagradável. L

 De tarde o sol abriu e curti muito a piscina do hostel. Dia light e de descanso. Amanhã bem cedo saio para Tena. A ver se consigo fazer algum tour de um dia pela Amazônia Equatoriana.

Fotinhos:
Piscina do Hostal

Hostal Antisana

Vista do Hostal

Curtindo a água termal e a paisagem!

Laguna Cuicocha e rumo a Papallacta

Referente a 10 de agosto

O dia de hoje, quarta feira, foi corrido. De manhã fui conhecer a famosa laguna de Cuicocha, próximo à cidade de Otavalo. Para chegar lá tinha que pegar um ônibus para Quiroga e depois uma camioneta para chegar até o parque onde ela está. Desci em Quiroga e logo do outro lado da rua tinha umas 10 camionetas (que na verdade são umas pick-ups) enfileiradas, esperando os turistas para levar à laguna. Mas de turista nesse dia e nesse horário só tinha eu. Então nem precisei ir na caçamba da camioneta (sim as caçambas são “adaptadas” com “bancos”) para levar vários turistas). Como estava sola, fui na parte da frente conversando com o seu Germán, um simpático Quiroquense que me fez além de motoristas, de guia de turismo.  Quando chegamos na Laguna, como eu não ía ficar muito tempo (tinha que voltar a Otavalo, depois pegar um ônibus a Quito e outro a Papallacta), seu Germán ficou lá me esperando.

O lugar é maravilhoso. É uma cratera de um vulcão (sim, extinto) cheia de água azul, com duas ilhas cobertas de vegetação bem verdinha no meio. O passeio mais legal de se fazer é dar a volta na laguna pela parte de cima da cratera, mas a volta inteira demora umas 5h-6h e tem que ir com guia (preferencialmente). Tive que deixar esse trekking para quando eu voltar para o Equador. Como não tinha todo esse tempo, subi uma das laterais e fiquei por ali curtindo a paisagem e pensando que aquilo era uma cratera, que um dia tinha expelido lava. Que máximo!!! Eu nunca tinha estado assim dentro de uma cratera antes.

O passeio foi rápido mas valeu muito a pena, tanto pela laguna, quanto pela experiência de andar de bus pelo interior do Equador. Ali eu era totalmente turista a única que não tinha cara e indígena.  Todos me olhava com cara de “tu é a estrangeira”.

Enfim, voltei da Laguna para Otavalo e fui tratar de fechar a conta do hostel e ir pegar o bus para Quito. Acabei me atrasando e nem tirei a foto no mercado de Otavalo. Vai ficar para a próxima vez.
Cheguei em Quito bem mais tarde que previa. Cheguei em um terminal (norte) e precisava ir para outro terminal (sul). Sorte que descobri que tinha um ônibus que fazia o trajeto de um para o outro. O detalhe é que demora cerca de 50 minutos. Mais atrasada ainda fiquei. Em vez de pegar o bus para Papallacta às 15h30. Peguei um que saía às 17h. Isso significava que eu teria que descer em papallacta de noite (e o ônibus só deixava na estrava, afinal Papallacta não é uma cidade é um vilarejo). Mas a Nossa Senhora Protetora dos Mochileiros estava comigo e desceram mais 3 mulheres junto na mesma parada. Essa foi a minha sorte!!! Quando desci perguntei para elas como fazia para chamar um taxi e chegar no hostel (que é no interior do interior e morro acima). A senhora prontamente pegou o telefone e chamou um “taxi” para mim, acho que ela ficou com pena de uma guria tão pequena perdida por ali com aquele mochilão. Enquanto isso íamos subindo uma estradinha em direção ao “vilarejo”. No meio do caminho... acaba a luz da cidade. Isso mesmo! Fica tudo escuro (não que estivesse muito claro antes). Como tinha uma lua, dava para ver estrada e continuamos subindo. Logo em seguida chegou um caminhonetão (que era o “taxi” local) para me levar ao hostel.
O Sr., super simpático me contou que já tinha faltado luz duas vezes e ninguém sabia porque. Fomos subindo e subindo por uma estradinha de chão até chegar numa casa que era o Hostel Eu tinha lido o relato de uma turista que tinha chegado a pé da estrada até o hostel. Fiquei pensando que essa pessoa tinha que estar mesmo muito aclimatada para subir aquilo e com mochila ainda (estamos a 3.000 m.a.n.m). Sensatamente pensei que ainda não estou nesse nível. Sorte decidi não tentar. Não teria conseguido.

Tá, mas alguém deve estar se perguntando... afinal o que a Luiza está fazendo aí nesse fim de mundo do Equador, no interior do interior, morro acima e ainda mais sem luz.
A resposta é simples: água quente! Não, não de preparar chimarrão! De entrar dentro!!! Aqui nesse fim de mundo a 100m do meu hostel está um dos melhores complexos de águas termais do Equador. E é para lá que eu vou amanhã! Passar o dia dentro de umas piscinas com água quente que prometem resolver todos os problemas de alguém. Não...não... acho que não traz a alma gêmea nem faz ganhar na mega sena. Mas é agua quente! E eu adoro isso!!! Para ficar no complexo o quarto mais barato é mais de $150, aqui no hostel pago $20!

E tem mais!!! Aqui no hostel também tem umas piscinas com água termal. Quando cheguei no hostel devia estar uns 15 graus. Demorei para criar coragem, mas fui. Coloquei meu biquíni e desci para a piscina (ao ar livre). Quando eu entrei na água chegou a doer de quente, mas logo acostumei. Fiquei na piscina até às 23h. Na hora de sair foi tenso. Chegava a doer na pele a diferença de temperatura. Mas sobrevivi e agora escrevo isso aqui debaixo de um monte de cobertas! J

Fotinhos:
Vista Geral da Laguna

Subindo a trilha uma vista de mais de cima

Uau... do " Mirante" 

Lá por cima é que passa a trilha que dá a volta na laguna!

Outro angulo

Escadinha que leva para a trilha numa lateral

Enfeite da natureza encontrado no caminho

Lá ao fundo é Otavalo!

9 de agosto de 2011

Otavalo

Estou em Otavalo, a cidade que possui o mercado de artesanato mais famoso do Equador. Uma loucura total!  Dá vontade de comprar tudo! É tudo lindo! Achei uma colcha que ficaria perfeita na minha cama, milhares se blusões que ficariam perfeitos em mim. Bolsinhas, casacos, tudo. Mas no final, com toda a sensatez da minha pessoa só comprei duas coisas: uns ímas de geladeira (para minha coleção) e uma pintura (aquarela) linda que vou enquadrar e colocar no meu quarto. Vai ficar 10! Não vou comprar mais nada. Sem cair na tentação. Fico imaginando a Dinda e a Tia Graça aqui. Íam ficar loucas, as duas. Porque é tudo muito lindo e colorido!

Praticamente já conheci toda a cidade e agora são quase 18h e está um lindo final de dia, com o sol quase se ponto e dividindo sua luminosidade com nuvens pretas e brancas que circulam sobre os montes da paisagem local. E eu olho tudo isso enquanto escrevo esse post do terraço do meu Hostel.

O Hostel é ótimo. Tenho um quarto só para mim. Na verdade acho que eu sou a única hóspede hoje. Porque a cidade costuma ficar cheia mesmo nos sábados quando e mercado se espalha por toda cidade e os turistas lotam tudo. Terça feira é tranquilo por aqui.

A cidade é pequena e tranquila. Atravessei toda a parte central em uma caminhada de uns 5 minutos. Ía tirar umas fotos da praça central com a igreja e a prefeitura, mas está tudo em obras. Estão remodelando a praça e restaurando a prefeitura. Não achei nenhum ângulo legal para tirar fotos, então acabei tirando só da feira. Mas percebi que faltou uma foto minha na feira, amanhã tiro para fica registado que estive aqui.

Sobre os povo: Otavalo é um nome de um povo indígena da região. Não é índio tipo que anda pelado, um povo altamente evoluído e comerciantes. Eles tem suas roupas típicas. As mulheres vestem saias compridas escuras, com uma abertura na lateral e em baixo saias brancas. As blusas são brancas com rendas e bordados. Usam cabelo comprido, as vezes em tranças ou com um cordão enrolado. Usam também colares dourados que dão muitas (muitas) voltas no pescoço. Os homens também usam tranças compridas. Queria tirar umas fotos mas é meio agressivo ficar tirando fotos das pessoas. Enfim...

Amanhã eu queria contratar um tour, porque tem muitos passeios legais que se pode fazer na região, mas parece que não tinha mais turistas interessados no passeio e não fechou o número mínimo para fazerem o passeio. O número mínimo é 2 pessoas. Mas ainda hoje mais tarde vou passar na agência e ver se alguém resolveu ir. Se não vou fazer um outro passeio por mim mesma. Vou conhecer a Laguna Quicocha que dizem, é um lugar lindo. Depois conto como foi.

Gastos (não tenho aqui anotado, depois eu coloco)

Fotinhos

Mercado de Otavalo

Mercado de Otavalo
Mercado de Otavalo

Roupas típicas dos Otavalos

Terraço do hostel 
Vista do terraço...

8 de agosto de 2011

Mitad del Mundo

Hoje, conforme previsto de manhã saí para a Mitad del Mundo, que é um parque onde teoricamente passa a Linha do Equador. Esse lugar fica ao norte de Quito e o ônibus demora uns 40min para chegar lá. Com essa viagem a gente vê bastante da "Grande Quito", que é... hum... interessante.

O local (o parque) tem toda infraestrutura para os turistas, muito espaço, muitos artesanatos e lojas de recuerdos, restaurantes, sorveterias, tudo que um turista pode querer. Super limpo, super organizado, ótimo atendimento! Nota 10!

Além dos turistas tirarem aquela fotinho clássica com um pé em cada hemisfério dá para curtir um pouco do local, caminhar por lá, ir no insectarium, no planetário e em outros pavilhões com coisas menos interessantes.
Tem também o Museu Etnográfico (que fica dentro do monumento da Mitad del Mundo) que é bem legal para aprender mais sobre os povos do Equador (e como tem povo nesse país tão pequeno!!!)
Obs: Amei muito o Planetário! Fiquei um tempão fazendo hora esperando começar uma sessão e não me arrependo! Foi muito legal! Me deu uma vontade enorme de me afastar dos centros urbanos e ficar vendo o céu de um lugar "limpo", sem luzes e interferência humana.

Enfim... o  único porém do parque Mitad del Mundo é que a Linha do Equador que passa ali é fake... Isso mesmo FALSA! Quando criaram o local em 1979 ainda não existia o GPSe o Parque foi criado de acordo com um tal cálculo que não estava muito certo!!! Inacreditável! Anos depois com foi criado o Museu Inti Ñan, a 200 metros do parque, no local exato onde passa a linha. E eles provam isso de mil formas divertidas!

Cheguei no Inti Ñan sozinha e acabei recebendo um tour guiado exclusivo! O monitor (um gurizão que estava morrendo de sono e ficou bocejando várias vezes) foi bem simpático. Ele vai passando de local em local e ensinando sobre a cultura dos diferentes tipos de índios. Depois tem as provinhas de que esse é mesmo o local onde passa a linha! Em cima da Linha do Equador perdemos um pouco do Equilíbrio e temos dificuldade de andar em linha reta. Depois tem a prova da pia: de um lado o redemoinho gira para a direita, do outro para a esquerda e em cima da linha do Equador (pasmem!) não tem redemoinho a água desce reta pelo ralo. Nunca tinha visto isso!
E tem mais! Na linha do Equador a gente consegue colocar um Ovo em pé em cima da cabeça de um prego! É verdade!!! Eu consegui! O ovo ficou ali, em pé, paradinho. Fiz isso bem mais rápido que o meu monitor inclusive e ganhei um certificado por isso. Aqui diz: "Inti certifica que Luiza Campello llegó al Museo Solar y puso sus pies sobre la linea máxima de la latitud 0º0'0" y equilibró um huevo en el centro magnético del planeta tierra calculado com satélite GPS". Tá assinado e carimbado. Acho até que vou colocar isso no meu currículo... hehehehe.

Muito bom o Parque! Recomendo. Na verdade recomendo ir nos dois, tanto no Mitad del Mundo quanto no Inti Ñan. Fica bem pertinho, não tem porque não ir!

Depois para voltar de lá peguei um ônibus e desci em algum lugar no centro de Quito. O lugar exato eu não sei. Desci quando várias pessoas desceram também: fiz que nem vaca, segui a boiada. Acabei indo parar em um lugar bem pouco turístico. Acho que é um dos lugares que o guia se referia quando dizia (não saiam das ruas turísticas). Enfim uma região definitivamente não turística, mas que não era necessariamente perigosa. Não vi nenhum risco real. Mas se eu fosse loira e tivesse com um mochilão daí sim teria perigo, porque os turistas chamam muito atenção e despertam sentimentos (maus) também.
A verdade é que eu não tenho cara de Equatoriana, mas até me misturo bem. Pq nem todos Equatorianos tem cara de Equatorianos. Uns tem uma cara assim que nem a minha. Uma cara morena e "genérica", sem local de origem definida.

Enfim, depois que eu cheguei na Basílica (morro acima) eu me entreguei e peguei um taxi para vir para o Hostel. As ruas dessa região de Quito são lombas e mais lombas e confesso que me entreguei por falta de fôlego. Subir lomba aqui é muito diferente de Porto Alegre. Quando entrei no taxi não conseguia nem dizer para onde ir, me faltava ar.

Eu plano amanhã é sair de Quito. Chega de cidades grandes! Otavalo é o próximo destino...

Gastos:
Água $1,00
Xerox $0,05
Bus Quito-Mitad del Mundo $0,40
Entrada no Parque $2,00
Entrada Museu Etnográfico $3,00
Almoço: $4,50
Entrada Planetário $1,50
Recuerdos (postais!) $8,00
Entrada Inti Ñan $3,00
Água $0,35
Bus Mitad del Mundo-Quito $0,40
Taxi Centro-Hostel $4,00
Total: $28,20

O Monumento e a Linha do Equador no Mitad del Mundo. Totalmente turístico.

Foto clássica com um pé em cada hemisfério na Mitad del Mundo (Fake!)


O Parque e sua excelente infraestrutura - visto de cima do Monumento

A Linha do Equador verdadeira  no Museu Inti Ñan

7 de agosto de 2011

Visita ao TelefériQo

Mudei os planos hoje. A moça do hostel disse que era melhor ir conhecer o TelefériQo pois como é domingo o centro estaria muito vazio. De pronto aceitei a sugestão e fui.

Apesar da mega fila para comprar o ingresso valeu muito a pena! Ir para o telefériQo (com Q pq esse é o nome do negócio mesmo) o é o típico programa de domingo dos Quiteños. Eles vão com a família inteira e fazem picnics por lá

O teleférico sai de uma altura de 2.950 m.a.n.m. (metros acima do nivel do mar) e 10 minutos depois estamos a 4.043 m.a.n.m.  Na verdade toda essa altitude é um vulcão, o Pichincha, que fica do lado de Quito.
Tanto na base como na parte alta tem uma infraestrutura boa com barzinhos banheiros, lojinhas etc.

A partir do momento que a gente chega lá em cima o negócio é caminhar nas trilhas!!! Tem várias e todas elas continuam subindo mais e mais! Haja fôlego! Quase morri., mas não devo ter passado dos 4.100 m.a.n.m

Eu tinha recém chegado em Quito, nem tinha me aclimatado e resolvi subir ainda mais... Fui até onde eu consegui. Daí parei e fiquei apreciando a vista. Esse mal da altitude não me afeta muito, não sinto dor de cabeça nem outros sintomas, apenas canso mais rápido, muito mais rápido. Subir uma lombinha consome todo o fôlego, mas nada que uma descansadinha não resolva. Bom... como vou continuar na região de cordilheira por vários dias acho que vou ir me acostumando com a altitude.

Lá em cima o vento gelado era impetuoso e eu devia ter levado um casaco (nem sei como esqueci!) Acho que é porque eu estava feliz de mais com o calorzinho e com o sol que não me liguei que 4.000  pedia um bom casaco.

Mas enfim, onde ficava protegido do vento era uma delícia. Fiquei por lá um tempo, caminhei o quanto deu, subi o quanto pude e depois fiz uma mega refeição que ficou sendo tipo um almoço tarde e jantar cedo.
Voltei para o Hostel, fui comprar meu café da manhã de amanhã, fiz upload das fotos e agora estou escrevendo.

Aqui são 20h e to podre de sono, pq não dormi ontem então, to indo dormir já.
Amanhã vou conhecer a Linha do Equador e o centro histórico.

Lista de gastos
Taxi Aero-Hostel - $6,00
Taxi Hostel Teleférico - $4,00
Entrada Teleférico - $8,50
Água - $1,75
Almoço/Jantar - $4,13
Super $3,00

Trilhas que sobem mais e mais... Haja fôlego!

Famílias picnicando e curtindo o local

Visão geral de Quito lá de cima!

Meu mega almoço/jantar. Comi todinho!!!

Meus pézinhos curtindo um "lagarteio"

Cheguei em Quito!!!

Enfim... após 3 voos e muitas horas nos aeroportos cheguei no Equador!!! Estou muito cansada pois não dormi nada a noite inteira. 
Acabei de fazer check-in no hostel e acho que hoje o dia vai ser meio curto mas vou aproveitar para conhecer um pouco da cidade, caminhar pelo centro histórico e conhecer os principais atrativos. Pelo que eu tinha visto a previsão do tempo era pancadas de chuva, mas está um dia lindo aqui! Solzão!

Sabe o que é incrível? Há mais ou menos um ano atrás eu estava fazendo as pesquisas do Equador para O Viajante e começando a pensar que eu queria ir lá conhecer tudo aquilo ao vivo, um dia. Hoje estou embarcando para o Equador! Quando a gente quer uma coisa a gente faz ela acontecer! Se eu estou indo, não é porque eu sou mais sortuda ou mais rica que outros. Significa APENAS que neste momento essa foi uma prioridade. Eu poderia não estar viajando por causa de emprego (o que seria bem sensato), ou por causa de dinheiro (que seria triste), ou por falta de companhia (que seria normal) ou por falta de coragem (que seria, hum... covardia?).  Mas eu simplesmente me permiti não ter um emprego neste momento, me permiti viajar com pouca grana, me permiti explorar o mundo sozinha e o melhor de tudo: tive coragem de me permitir tudo isso. E “vamo que vamo”!

Atualizarei o blog sempre que possível. Avisarei das atualizações pelo twitter e Facebook.

Obs: Se alguém quiser falar comigo, só pela internet, viu? Meu celular resolveu tirar férias também. Na verdade férias de mim, porque ele ficou em casa, descansando um pouco.

30 de julho de 2011

Últimos detalhes

Praticamente os últimos detalhes:

Feita a reserva no Hostel de Quito.
Acabei ficando com o Backpackers Inn (www.backpackersinn.net) pois recebi várias recomendações de que era um dos melhores, com ótima localização, bom ambiente e preço. Paguei U$7,50 a cama em dormitório compartilhado.
Fiz a reserva através do site www.hostelbookers.com
É um excelente site além de ter todas as informações sobre o hostel eles não cobram taxa para fazer a reserva. Tu apenas paga um pequeno valor que depois é descontado na diária (eu paguei U$ 1,45).
Muito fácil, rápido, prático e principalmente seguro.


Feito o Visa Travel Money
Mais uma vez viajo com o VTM, que é a forma mais segura. Assim não levo dinheiro vivo.
Se me roubarem é só cancelar. E ainda, peguei uma boa cotação do dólar na hora de colocar o dinheiro no cartão.


Falta ainda terminar a lista do repertório da viagem e fazer a mochila...
É, acho que é isso.
Faltam 7 dias! Sábado que vem eu embarco!

25 de julho de 2011

Os meus imperdíveis

Então...
A viagem para o Equador é bem livre, apesar de ter um roteiro básico, viajo sem reservas (exceto para a chegada em Quito), de modo que posso alterar meu roteiro como achar melhor.
Se quiser ficar um dia a mais ou a menos numa cidade, assim o faço.
Se quiser tirar uma cidade ou incluir outra, assim o faço.

Mas dentro desse roteiro tenho alguns objetivos que pretendo atingir, não vou entrar em grandes detalhes de cada um deles. Quando eu estiver lá, na hora vocês entenderão porque eu queria ir a cada um desses locais.

Ok... here we go!

1. Ir até a Linha do Equador
2. Ir à feira de Otavalo
3. Andar no Tren Nariz del Diablo
4. Conhecer as Ruínas de Ingapirca
5. Ir às termas de Baños
6. Ver as baleias no Pacífico
7. Ir a Isla de la Plata ("Galápagos dos Pobres")
8. Ir a Montañita (e não ficar lá para sempre)
9. Ir até Vilcabamba
10. Voltar sã e salva para o Brasil

Resumidamente e sem detalhes é isso...


Ai, falta só 12 dias para embarcar!
Amanhã é o último dia que eu trabalho depois disso fica só a Pós e a Cric para mim me preocupar além da viagem.
Tenho que acertar ainda alguns detalhes importantes como fazer um Visa Travel Money e outras coisinhas.
Ah... tenho também que reservar um hostel em Quito para as duas primeiras noites.

16 de julho de 2011

Equipamentos e Roupas

Segundo minha lista de necessidades para a viagem já estou com tudo em mãos.
Checa só a preparação:


1. Mochila Curtlo Cargueira: Eu adoro a Curtlo, tudo que os caras fazem é excelente. Fiquei paquerando muitas mochilas antes de comprar essa lá na Big Wall. Comprei no final do ano passado quando planejava uma mochilada que acabei não podendo fazer. Ela é pequena, uma Highlander 35+5L. Mas para mim dá muito bem. Minhas coisas são pequenas (porque será?) e a experiência em outras viagens faz com que eu consiga viajar muito com pouco; aprendi a levar o essencial e tudo em tamanho reduzido. Me preocupa que ela tenha muitas fitas soltas (para ajustes) e isso possa prender em algum lugar. Para a viagem de avião vou embalar naqueles plásticos, até por uma questão de segurança.
Antes dessa Curtlo eu tinha uma Mont Blanc (excelente qualidade tbm) que comprei lá na BigWall em 1997, quando entrei para o Movimento Escoteiro. Foi minha parceira de muitas aventuras. Mas agora é hora de ensinar a Curtlo a colocar o pé na estrada, sem medo de tempo ruim. Por enquanto ela só foi para Santa no verão.

2. Mochila Curtlo Ataque: Bah, essa mochilinha Twin 10L é tudo de bom! Quando fui comprar ela, na Cioccare, fiquei muito em dúvida entre essa e a Crampon 15L, da Trilhas e Rumos, principalmente porque essa da Trilhas apesar de pequeninha tem várias divisões (coisa que eu adoro e ajuda a organizar as coisas quando se está viajando). Mas acabei não comprando ela só porque ela tinha um suporte nas costas e não dava para dobrar ela ao meio. Eu queria uma mochila que eu pudesse a qualquer hora meter dentro da cargueira se não quisesse carregar as duas. Mas depois de comprar não me arrependi. O tamanho é ótimo, o bolso na frente facilita a vida e as redes laterais tbm são um bom recurso. Mas na ocasião, seu tivesse dinheiro "sobrando" teria comprado a Crampon também. Quem sabe um dia...

3. Bota Karrimor: A marca Karrimor é pouco conhecida aqui, pois quase não vende no Brasil. Comprei essa bota em Londres quando o tênis com o qual eu estava viajando a quase três meses se rendeu; ele começou a descolar e entrar água por todos lados. Daí fui numa daquelas lojas de Londres que a Tamy me indicou e comprei essa bota.
Não tinha muita opção de bota do tamanho do meu pé e na hora, quando comprei, nem imaginava o quanto ela seria ótima!!! Depois quando fui pesquisar a marca na internet descobri porque ela era tão resistente. Ela já viajou comigo bastante! É confortável e muito resistente. O único problema é ela não ser impermeável, mas azar, não se pode querer tudo. Não quando se tem um pé do tamanho do meu!

4. Óculos de Sol:  Esse coitadinho, nem tem marca. Comprei na Renner antes da viagem para o Chile.
Apesar de estar descascando acho que ainda resiste a outra viagem. Mas, se aparecesse no meu caminho um outro óculos perfeito e barato, eu até compraria.

5. Camiseta "mágica": Essa camiseta Ion Lite da Solo para mim é mágica. Olha só o que ela promete: "Tecido inteligente de alto desempenho; Equilíbrio térmico garante sensação de conforto e alto rendimento;  Efeito bacteriostático evita o odor do suor." O cara que me vendeu ela, lá na Acampar de Curitiba, falou que dava para usar vários dias seguidos (até 10!!!) e ela não ficava com cheiro de suor (isso, de asa mesmo). Já usei ela algumas vezes no dia-a-dia, mas nunca fiz esse teste. Enfim... a camiseta é deliciosa, o tecido é tão fino que nem parece um tecido normal. Agora na viagem vou testar melhor o desempenho dela, não que eu vá usar ela 10 dias seguidos.

6. Calça Quentinha:  A calça X-Termo, também da Solo, é excelente! Já usei ela por baixo da calça jeans nesses dias de muito frio e ela dá conta do recado. Bem melhor que colocar duas meias-calças (hehehe). O frio simplesmente não passa por ela. Recomendo para qualquer pessoa que precise enfrentar temperaturas muito baixas. Ela tem também toda uma tecnologia para que o suor evapore, mas mesmo para quem não vai fazer exercício físico ela já vale a pena.

7. Blusa Quentinha: Hoje fui até a Centauro (e carreguei minha irmã comigo) para comprar uma Blusa Termo Skin da Big Wall. Já sabia exatamente o que eu queria era só pegar, experimentar e pagar. Mas não foi bem assim. Chegando na loja a constatação foi: não tem mais! Alguém tinha sido mais rápido que eu! Daí, do mesmo material, acabei comprando uma blusa térmica da Nord, marca que nunca na minha vida tinha visto (Alguém sabe dessa marca? Não achei site!!! E na etiqueta da blusa não diz nada!!!) mas o material parecia igual ao da Curtlo, Solo e Big Wall e o tamanho P ficou legal. Comprei daí.

8. Luvas: Quando comprei a minha Cargueira casualmente, na Big Wall, tinha uma Luva de Thermo Fleece da Curtlo exatamente do tamanho da minha mão! Incrível! Estava em promoção e não pensei duas vezes. Ela é ótima, bem quentinha feita de de material que não faz bolinha e como é bem do tamanho dos meus dedos, não fica sobrando tecido para todos os lados.

9. Toalha de Micro Fibra Bergson: é uma toalha excelente! Ela é pequena, leve, absorve muito a água do corpo e seca rapidíssimo ao ar livre!!! É isso tudo mesmo! Toda minha família pode testemunhar pq depois de verem a minha todos ficaram enlouquecidos e acho que atualmente todos primos tem uma toalha dessas. A toalha é ideal para quem está viajando. Tem para comprar na Arco e Flecha (ótima loja virtual para a compra de equipamentos)!

10. Comidas: para a viagem estou levando uma pacotinho de Strogonoff da LioFoods, que são alimentos high tech feitos através do processo de liofilização ou freeze drying que é, na verdade, a desidratação dos alimentos, mantendo forma, cor, aroma, sabor e nutrientes originais. Ainda não experimentei nenhum destes, mas dizem que é super bom. Só colocar água quente e fica pronto em 2 min. Um baita quebra galho. Dá para comprar esse tipo de comida na  Arco e Flecha.

11. Guia Equador da Lonely Planet: sobre isso eu já escrevi. Só ver o post anterior.


Acho que é isso. To pensando ainda se vai ser necessário levar meu saco de dormir e um squeeze.
Ah... e to querendo comprar uns talheres Trekker da Guepardo. Eu sempre levo talheres normais, mas acho que esses que dobram são mais seguros.

Ok, como podem ver tá tudo pronto. Posso fazer a mochila já???
Tá, tá... ainda falta 3 semanas, vou aguentar mais um pouco.

Obs: Nossa achei que esse post ía ser super pequeno e rápido, mas acabei me estendendo demais! Certo que nem todos chegarão ao final, mas de qualquer forma fica aí essas várias dicas para quem ficou interessado...

14 de julho de 2011

13 de julho de 2011

Guias sobre o Equador

Chegou hoje meu Guia da Lonely Planet do Ecuador!!!
Minha irmã me trouxe dos EUA e me deu ele de aniver (suuuper adiantado).

Enfim, agora já tenho os dois guias que irão me orientar na viagem pelo equador:


O Guia Criativo para O Viajante Independente na América do Sul é um clássico, mas como é um guia que abrange toda a América do Sul e eu vou ir só ao Equador, fiz um xerox e encadernei o capítulo que me interessa. Em vez de carregar suas 900 páginas, levo só as 80 referente ao país. Uma questão de redução de peso e volume na mochila.
Edição: Esse guia que estou levando é bem atualizadinho: a sexta (e atual) edição foi lançada no início deste ano, março ou abril se não me engano.

O Lonely Planet do Ecuador é um guia específico, são 432 páginas somente sobre o Equador.
Seria normal que uma pessoa que domina o inglês (sim, o guia da Lonely é em inglês, não tem em português) levasse só o da Lonely. Mas eu, por uma questão afetiva, por ter trabalhado em O Viajante e por querer conferir algumas coisas que estão especificamente escritas lá, levo os dois.
Edição: Esse que estou levando é a oitava (e atual) edição, mas é de 2009, ou seja um pouco defasado. Mas olha só que legal: a Lonely Planet disponibiliza gratuitamente no seu site as atualizações do guia para serem baixadas.

Levando os dois vai ser até uma maneira de fazer uma avaliação pessoal sobre a qualidade das informações de ambos.

12 de julho de 2011

11 de julho de 2011

10 de julho de 2011

Porque o Equador

"A Luiza vai para o Equador?"
"Mas porque diabos o Equador? O que tem para ver lá?"
"Vai ficar 24 dias lá?!?! Só no Equador??? E tem tanta coisa assim para fazer lá?"
"Eu, se fosse ela, aproveitava e dava uma passada no Peru, que é ali do lado!"

Hum... ok, vamos lá!

Quando eu trabalhava em O Viajante [@oviajantecom] uma das minhas atividades, para o lançamento da 6a.  edição do Guia O Viajante da América do Sul era fazer a atualização do capítulo do Equador.
E foi aí que começou esse namoro.
Muitas, muitas, muitas pesquisas e comecei a descobrir um país que eu definitivamente não conhecia, que vai muito além de "onde passa a Linha do Equador".

Apesar de a maioria das pessoas pensarem que lá faz calor o ano inteiro (afinal está na Linha do Equador), não é bem assim, não vamos nos esquecer que a Cordilheira dos Andes se estende desde a Patagônia até a Venezuela. E boa parte do Equador está sobre essa cordilheira. Quito, a capital, por exemplo está a 2.850 metros acima do nível do mar.

Mas também não só de cordilheira vive o país. Pode-se dividir o país em três partes: a costa, que é obviamente no nível do mar e de fato faz calor o ano inteiro, a cordilheira, que devido à altitude faz sempre pelo menos um friozinho e a planície amazônica. Essas três regiões geográfica marcam as grandes diferenças do país.

Isso faz com que organizar a mochila seja um desafio, tenho que levar desde biquini, regata e protetor solar a casaco de neve, gorros e roupa de lã. Mas apesar de já ter alguma ideia das roupas que vou levar, vou pensar nisso mais para frente.

Ah... sim, sim, tem também Galápagos! Mas para ir a Galápagos é preciso muita grana, é um destino muito elitizado! Não vai ser nesta viagem que vou conhecer o Arquipélago.
Quando, um dia, eu for rica e estiver fazendo um cruzeiro por esses mares do mundo eu me organizo de conhecer Galápagos. Por hora vou conhecer apenas a Isla de la Plata, próximo à costa de Puerto Lopez, que é conhecido como a "Galápagos dos Pobres", mas que pelas descrições que já li é totalmente deslumbrante, com mil pássaros e animais diferentes.

Enfim, todas essas diferenças de paisagem geram mil possibilidades de conhecer lugares diferentes. Meus objetivos são conhecer vulcões ativos, ir me banhar em águas termais, explorar lagoas em crateras, ir até o litoral, colocar os pézinhos no pacífico, conhecer a cultura do povo. Do alto frio de um vulcão às praias calientes, há muito o que se descobrir.

Assim como na viagem do Chile, vou ter meus objetivos a serem realizados.
Depois faço um post sobre isso.

E... o Peru, porque não ir tbm para o Perú?
O Perú é um país grande e com certeza merece uma viagem única, só para ele.
É um estilo de viagem, entendam. Um país de cada vez, com uma viagem longa e mais aprofundada, indo além das grandes cidades e atrativos que todo mundo conhece.

Enfim, depois de tudo isso, um pequeno resumo sobre a proposta para essa viagem:

Datas
Vou chegar no Equador dia 07 de agosto.
Saio de lá dia 31 de Agosto.

Hospedagem
Não viajo com muita grana de modo que vou me hospedando e hostels ou coisas parecidas, sempre low cost.

Transoporte
Andando sempre de bus dentro do país.

Companhias
Viajo sozinha, mas sempre aberta a companhias para os passeios.



Ficou curioso de saber mais sobre o Equador?
Acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ecuador